<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418</id><updated>2011-11-27T21:27:59.841-02:00</updated><title type='text'>João Bani Blog</title><subtitle type='html'>Aqui está meu blog, onde pretendo espelhar um pouco do meu pensamento. Este tambor eletrônico e verbal vai tocar com suingue? Vamos tentar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-380615675010382041</id><published>2011-10-23T07:47:00.000-02:00</published><updated>2011-10-23T07:47:04.382-02:00</updated><title type='text'>Se liga, Salvador</title><content type='html'>&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Moro  no Rio desde 1995. Cheguei aqui no momento crescente ao ápice da  violência urbana da capital carioca. Graças a Deus, nunca fomos alvos de  abordagens violentas, agressões. Infelizmente meus filhos tiveram seus  celulares roubados, por adultos desarmados, eles ainda crianças. Não  foram agredidos, sempre os instrui a como agir nesses casos. Mas nada  além disso, que aliás já foi bastante revoltante.&lt;br /&gt;Nos primeiros  meses aqui no Rio, houve noites em que eu não conseguia dormir, com o  som dos tiroteios entre facções do tráfico, disputando os morros da  Tijuca, onde morei inicialmente. O som dos tiros era algo comum, os  lugares a serem evitados eram muitos, a tensão era constante. Mas os  cariocas que eu conhecia repetiam: "Isso é em todo lugar! Toda cidade é  violenta!"&lt;br /&gt;Como músico, eu viajava pelo Brasil, até esquecia do som  dos tiroteios. De volta ao Rio ,mal passava pela Linha Vermelha e tome  som de tiro. Por vezes até correndo risco de ser atingido. E os  cariocas: "Isso é em todo lugar! Toda cidade é violenta!"&lt;br /&gt;Chacinas,  gente morta e torturada, bondes cruzando a cidade, arrastões, mais e  mais tiroteios, mortos por bala perdida, aleijados por bala perdida, e o  carioca: "Isso é em todo lugar! Toda cidade é violenta!"&lt;br /&gt;Um garoto é  arrastado vivo se despedaçando no asfalto, por assaltantes, um  helicóptero é derrubado por bandidos, um jornalista é torturado e morto e  o carioca:&lt;br /&gt;Bem.. o carioca começou a perceber que isso não ocorria  em toda cidade do Brasil, Ou começou a admitir e colocar o orgulho e o  bairrismo no seu devido lugar: no lixo. Porque enquanto se achar que o  problema é menor porque seria "dos outros também", ele vai crescendo no  nosso quintal.&lt;br /&gt;Se liga, Salvador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-380615675010382041?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/380615675010382041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=380615675010382041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/380615675010382041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/380615675010382041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2011/10/se-liga-salvador.html' title='Se liga, Salvador'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-7791814847577381416</id><published>2011-09-29T07:37:00.001-03:00</published><updated>2011-09-29T07:51:21.246-03:00</updated><title type='text'>As muitas gavetas do Rock in Rio</title><content type='html'>Tô indo hoje com Vania ao&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; "&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Rhythm and blues&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; and  Soul and Symphonic in Rio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;".&amp;nbsp; Porque de fato, Rock nessa quinta feira no palco Mundo do  Rock in Rio , só com muita boa vontade na homenagem ao Renato Russo, se  aturarem o Minczuk. Fui dar uma olhada no som da Kesha, que eu não conhecia, e de rocker ali  só a lembrança que sua imagem me trouxe da saudosa Rê Bordosa,  personagem Junkie do cartunista Angeli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o assunto que ocupa as  redes sociais,o tema&amp;nbsp; que impulsiona o lugar comum da web é a escalação  de Claudia Leitte e Ivete Sangalo no festival. Comparações que projetam&amp;nbsp;  hipotéticas participações de Mettallica em cima de um trio&amp;nbsp; no Carnaval  Baiano, ou de Iron Maiden numa micareta, e por aí vai. Aliás, comecei  minha ida profissional&amp;nbsp; tocando em trio elétrico (tocávamos Human Nature,  tocamos até "Birdland", do Weather Report, em ritmo de galope) e acredito que os gringos adorariam tocar num trio, iam matar a pau e cair no gosto do carnavalesco baiano, sempre pronto para novas propostas  sonoras,apesar do massacre midiático dos mesmos produtores e artistas de  sempre. Taí: lançaram uma idéia. Não se admirem se num próximo carnaval  uma banda Heavy do mais puro Rock esteja em cima de um trio, no  carnaval baiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas situações de confronto entre tribos musicais me lembram um show&amp;nbsp;  no Espírito Santo, longe dos holofotes, mas uma experiencia que vivi profissionalmente no fim dos anos 80. Escalado num festival onde as grandes atrações eram bandas como Angra e Sepultura, o artista baiano/brasiliense  Renato Matos, no palco,&amp;nbsp; teve que dominar&amp;nbsp; uma enorme platéia de metaleiros  raivosos que esperavam os irmãos Cavallera (ainda em começo de carreira, mas já  um mito do&amp;nbsp; povo Metal) entrar e quase silenciaram em vaias o  reggae-porrada de Renato. Até ele pegar da platéia uma bengala com uma  caveira de cachorro e começar a repetir um refrão, aos brados:  'UNIVERSIDADE, PEDAIS E GUITARRAS CUSTAM OS OLHOS DA CARA", sacudindo no  ar aquela cara de osso de cachorro, sem olhos... Ganhou o  povo...Depois, Adriano Faquini salvou de vez a pátria trazendo de volta  Janis e Hendrix com sua voz rara...Melhor que jogar água mineral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo essa discussão requentada sobre a alegada incoerência da  participação de Claudia Leitte e Ivete Sangallo nesta edição do Rock in  Rio mais uma vez, como&amp;nbsp; uma vitrine de marcação de posição e de limites,  da afirmação pessoal do próprio gosto, feita de forma coletiva. &lt;br /&gt;Aquela mijada no poste (ou no post?) que o cachorro dá: "Esse lugar é meu!" "Essa área é minha"!! "Ó meu nome aí"!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descabelo do jovem rockeiro vendo artistas alienígenas num festival  que tem nome de rock equivale ao "humpf" bovino e desdenhoso que o dândi  jazzista-purista solta quando vê num dos muitos ditos "Festivais de  Jazz" que pulsam pelo mundo, artistas das várias "gavetas" que a mídia  precisa criar: "Étnicos", "World Music", "MPB", "Reggae" e...Rock!&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.carroeservico.com.br/Imagens/Fotos/%7Bfiuctj5pmti27gq6uup211flpay774%7D_938-001MR.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pra ilustrar, lembro aqui uma lista de artistas que se apresentaram em edições anteriores do Rock in Rio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baby Consuelo e Pepeu Gomes&lt;br /&gt;Ney Matogrosso&lt;br /&gt;(tô até considerando o Tremendão Erasmo como Rock)&lt;br /&gt;George Benson&lt;br /&gt;(tô até considerando o Folk James Taylor como Rock)&lt;br /&gt;Al Jarreau&lt;br /&gt;Gilberto Gil&lt;br /&gt;Elba Ramalho&lt;br /&gt;Ivan Lins&lt;br /&gt;Alceu Valença&lt;br /&gt;Moraes Moreira&lt;br /&gt;Prince&lt;br /&gt;Jimmy Cliff&lt;br /&gt;New Kids On The Block&lt;br /&gt;George Michael&lt;br /&gt;Elba Ramalho&lt;br /&gt;Ed Motta&lt;br /&gt;Roupa Nova&lt;br /&gt;Daniela Mercury&lt;br /&gt;Milton Nascimento&lt;br /&gt;Orquestra Sinfônica Brasileira&lt;br /&gt;Carlinhos Brown&lt;br /&gt;'N Sync&lt;br /&gt;Britney Spears&lt;br /&gt;Sandy e Junior&lt;br /&gt;Zé Ramalho&lt;br /&gt;Rihanna&lt;br /&gt;Katy Perry&lt;br /&gt;Stevie Wonder&lt;br /&gt;Jamiroquai&lt;br /&gt;Isso porque fui condescendente com alguns artistas que não citei, mas que não são artistas "do Rock".&lt;br /&gt;Num mundo cada vez menor, fica cada vez mais difícil não bagunçar o  gaveteiro. O pessoal tá muito "organizadinho", atitude nada rocker ;-) .&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.carroeservico.com.br/Imagens/Fotos/%7Bfiuctj5pmti27gq6uup211flpay774%7D_938-001MR.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" src="http://www.carroeservico.com.br/Imagens/Fotos/%7Bfiuctj5pmti27gq6uup211flpay774%7D_938-001MR.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-7791814847577381416?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/7791814847577381416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=7791814847577381416' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/7791814847577381416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/7791814847577381416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2011/09/as-muitas-gavetas-do-rock-in-rio.html' title='As muitas gavetas do Rock in Rio'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-1078898459186345423</id><published>2011-01-17T12:27:00.003-02:00</published><updated>2011-01-17T14:29:05.776-02:00</updated><title type='text'>As Brigadas Lúdicas sobem a serra.</title><content type='html'>Com Fotos de &lt;a href="http://www.facebook.com/?ref=logo#%21/mantelli"&gt;André Mantelli&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTROET7lKEI/AAAAAAAAAE4/BDqpgQ03WIM/s1600/167199_1807703078284_1411144125_32086663_4853379_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTROET7lKEI/AAAAAAAAAE4/BDqpgQ03WIM/s320/167199_1807703078284_1411144125_32086663_4853379_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTROICgSCjI/AAAAAAAAAE8/FCqJ-Hi1VvQ/s1600/guilherme.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;O sol tímido despertando o domingo&amp;nbsp; no Rio não disfarçava o grande céu  cinzento na direção da serra. O mini-ônibus partia do Circo-Sede da &lt;a href="http://www.crescereviver.org.br/" target="_blank"&gt;Crescer e Viver&lt;/a&gt;  com 7 artistas entre palhaços, malabaristas, um fotógrafo e um músico,  com Junior Perim à frente, organizando essa brigada lúdica. Segui com um  pandeiro, alguns instrumentos de efeitos,&amp;nbsp; e representando nosso  centenário Sindicato, observando de que maneira podemos engajar nossa  participação nos próximos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paisagens da janela ainda na Baixada Fluminense disputam espaço com  as que imagino encontrar no nosso destino. Os relatos de parte da equipe  que um dia antes já estivera por lá nos preparam mais que o noticiário  da TV, que os jornais.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTRN18fegdI/AAAAAAAAAEw/qKF5UOE4CXM/s1600/167217_1808022326265_1411144125_32087360_8174382_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTRN18fegdI/AAAAAAAAAEw/qKF5UOE4CXM/s320/167217_1808022326265_1411144125_32087360_8174382_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Estrada adiante,&amp;nbsp; iniciamos a subida dentro daquela natureza grandiosa.  Passamos pela entrada de Petrópolis, mais um pouco e chegamos a  Itaipava, onde começam a aparecer os caminhões do Exército,&amp;nbsp; muitos  carros com doações, muitos voluntários, numa manhã de trégua na chuvas,&amp;nbsp;  mas em céu bastante encoberto.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em Itaipava somos direcionados a fazer nossa atividade num abrigo no  Vale do Cuiabá, para onde partimos, obedecendo a uma contínua e  necessária triagem feita pelas autoridades no caminho. O desolamento da  paisagem se aprofunda, a cerca viva ao lado da estrada, que antes  cercava casas,&amp;nbsp; agora cerca o nada. Uma máquina de lavar pendendo de um  galho de árvore da "nova" margem do rio nos dá uma idéia da  tragédia.Colchões, chinelos, cadeiras, brinquedos, fogões, cadernos,  espreguiçadeiras, automóveis dispostos no desordenamento imposto pela  natureza implacável, que ainda assim prevalece em suavidade pela sua  própria beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTROLc7MGgI/AAAAAAAAAFA/uJrP22Hc2lk/s1600/mariaeduarda.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTROLc7MGgI/AAAAAAAAAFA/uJrP22Hc2lk/s320/mariaeduarda.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Chegando ao local, um ginásio de um clube que se tranformou em  alojamento abriga algumas famílias,com seus pertences que conseguiram  recuperar e suas sentinelas vivas: seus queridos e fiéis "Hulks",  "Shadows", "Rex's" e outros belos e nobres viralatas que serão suas  casas onde elas estiverem. Suas casas são os corações dos seus donos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTRPVvH0SsI/AAAAAAAAAFE/9272XFz5ueE/s1600/179237_1808647821902_1411144125_32088829_8076105_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com&amp;nbsp; cabelos de fogo e olhos assustados de&amp;nbsp; água, o pequeno e machucado  Caio nos recebe cumprimentando um a um. Do monociclo, dos malabares,&amp;nbsp;  bolas, da alfaya, dos pandeiros, eles vão se acercando cumplices da  alegria. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTRN_5N1qbI/AAAAAAAAAE0/NwCp0-rCXbc/s1600/girassino.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTRN_5N1qbI/AAAAAAAAAE0/NwCp0-rCXbc/s320/girassino.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Guilherme quer ser músico. E vai ser dos bons: explorando o girassino,  um instrumento percussivo com 5 notas de ré a lá , já descobriu algo  parecido com "Frere Jacques", que ele conhece como "a música dos  dedinhos, da Eliana".&lt;br /&gt;Eduarda desenha casas lindas com canetinhas coloridas e me deu uma de presente. &lt;br /&gt;Douglas mostrava o que aprendeu a tocar no pandeiro, na Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas num canto com a avó ao lado, com um psicólogo voluntário que atua na  região, a Gabriela, irredutível chorava não querer saber mais de viver,  quanto mais de palhaços, músicos, circo, pandeiro ou canção. Um choro  mais de revolta que de dor. Revolta com a própria dor, com o próprio  sofrimento. Para ela não tinha cabimento nenhuma alegria, até ser  cortejada pelo Café Pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café Pequeno, o palhaço,&amp;nbsp; faz surgir flores do chapéu, chegou com seu  grande sapato, e o espetáculo começou, a trupe se desorganizou em  círculo, a mulher mais alta do mundo, o monociclista, o malabarista, a  palhaça amiga, o mestre de cerimônias..Hulk, Shadow e seus companheiros  viralatas se transformaram em "Leões", os risos brotaram vivos em todos,  e então reparei que Gabriela também gargalhava, sua beleza explodia em  sorriso. &lt;br /&gt;Aí quem quase chorou fui eu. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTRPVvH0SsI/AAAAAAAAAFE/9272XFz5ueE/s1600/179237_1808647821902_1411144125_32088829_8076105_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTRPVvH0SsI/AAAAAAAAAFE/9272XFz5ueE/s320/179237_1808647821902_1411144125_32088829_8076105_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As Brigadas Lúdicas do Crescer e Viver, com a participação do SindMusi,&amp;nbsp;  estão se organizando para novas ações ainda esta semana e nas próximas, e  diferentes artistas poderão levar sua colaboração aos que  precisam desse ânimo na alma, pra aguentarem a barra que estão  passando.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTROICgSCjI/AAAAAAAAAE8/FCqJ-Hi1VvQ/s1600/guilherme.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTROICgSCjI/AAAAAAAAAE8/FCqJ-Hi1VvQ/s400/guilherme.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-1078898459186345423?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/1078898459186345423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=1078898459186345423' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/1078898459186345423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/1078898459186345423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2011/01/as-brigadas-ludicas-sobem-serra.html' title='As Brigadas Lúdicas sobem a serra.'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/TTROET7lKEI/AAAAAAAAAE4/BDqpgQ03WIM/s72-c/167199_1807703078284_1411144125_32086663_4853379_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-7690735892757515960</id><published>2010-12-02T07:59:00.000-02:00</published><updated>2010-12-02T07:59:30.616-02:00</updated><title type='text'>BUNGEE JUMPING JACK FLASH</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Nunca fui de esportes.  Era um péssimo gandula nos jogos colegiais, um verdadeiro cofre na  natação, um bicho-preguiça no atletismo.O  coração viajante nas  reentrâncias das meninas de short, inacessíveis à  minha cara de "CDF" ,  o "nerd" daqueles tempos, um ser estranho ao suor  da juventude. &lt;br /&gt;O  quatro-olhos.&lt;br /&gt;Cresci, me formei, me bem-sucedi  profissionalmente  numa grande empresa, casei e meu coração um pouco mais  velho começou a  vagar nos riscos da nostalgia, da busca do tempo  perdido em mais tempo  de vida com esportes, com emoções. Passei a reforçar o coração com  caminhadas em altas conversas matinais.&lt;br /&gt;Queria mais&lt;br /&gt;Ousar&lt;br /&gt;Mas o passado ferrenho intimidava a coragem tardia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sopro de valentia me trouxe a solução&lt;br /&gt;Deixei o medo esquecido, entre teias no porão&lt;br /&gt;Pra não deixar que a emoção na minha alma se feche&lt;br /&gt;Hoje mergulho em vazios&lt;br /&gt;BUNGEE JUMPING JACK FLASH!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/hs614.ash2/156628_1566250280488_1362357830_31532113_7314104_n.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-7690735892757515960?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/7690735892757515960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=7690735892757515960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/7690735892757515960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/7690735892757515960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2010/12/bungee-jumping-jack-flash.html' title='BUNGEE JUMPING JACK FLASH'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-696797042898437428</id><published>2010-11-25T09:05:00.002-02:00</published><updated>2010-11-28T07:19:02.017-02:00</updated><title type='text'>Meus alunos da Vila Cruzeiro no Coração do Conflito</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Toda sexta feira eu pego o ônibus 622 rumo à Penha, para meu trabalho semanal no Projeto Social IBISS, no coração da Vila Cruzeiro, onde dou aulas de percussão.&amp;nbsp; A Vila Cruzeiro é uma das favelas de maior situação de risco social, sede do comando da maior facção armada do tráfico na cidade. Ontem, o Brasil viu mais uma vez cenas de confronto no local, com vários mortos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um percurso de uma hora de ônibus, daqui do Grajaú até lá, que passa por cenas de transformação e degradação social. Transformação na reurbanização, nas obras do Teleférico,&amp;nbsp; nos conjuntos habitacionais. Degradação nos zumbis “crackudos” que vemos vagando nos bairros do subúrbio do Rio, rota do 622 até a Penha.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs232.snc4/38935_1426449785563_1362357830_31244890_2749626_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs232.snc4/38935_1426449785563_1362357830_31244890_2749626_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Descendo do ônibus,&amp;nbsp; até a sede do Projeto, vou caminhando entre pastores pregando o evangelho, biroscas que vendem de tudo, funk e gospell nos autofalantes das rádios comunitárias, balcões de frutas e DVDs piratas, motos, muitas motos de diversos modelos se impondo sobre todos os passantes, borracharias, quitandas, vira-latas, uma gigantesca porca com uma cria numerosa comendo lixo abandonado a céu aberto, mães levando os filhos à escola, e muitos sentinelas armados, muito bem armados, de quem comanda o lugar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Projeto fica num prédio bem equipado, erguido ao lado do “Campo da Ordem e Progresso”, onde cresceu aprimorando a sua “bomba santa” o jogador Adriano. Tem salas de atividades culturais, atendimento médico, psicológico, dentista, piscina semi olímpica e quadra de esportes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs178.snc4/38261_1426448305526_1362357830_31244888_1334130_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs178.snc4/38261_1426448305526_1362357830_31244888_1334130_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O entra e sai da criançada no Ibiss, que trabalha também com outras faixas de idade, varia muito de acordo com a situação: Tempo de vento eles ficam na rua, soltando pipa. Muito calor, vão à piscina. Mas a nossa percussão das sextas feiras criou já uma turma&amp;nbsp; fiel. E entre caixas, pandeiros, surdos, repiques, congas e atabaques, na convivência com essa criançada eu vi muito mais valores positivos do que qualquer coisa. Pela criatividade, pelo talento musical natural, capacidade de improviso, pela educação e comportamento moral nem sempre encontráveis em jovens e crianças de melhor berço, e por me&amp;nbsp; mostrarem que crianças são crianças em qualquer&amp;nbsp; lugar. Nem sempre “o meio” as modifica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagino que muitos que só conhecem o que ocorre nas favelas do Rio através da mídia,&amp;nbsp; devam achar que a situação seja um pacto social próprio entre traficantes e moradores, onde os primeiros são os protetores e os segundos os protegidos. Na verdade os primeiros são outros opressores e os segundos, os de sempre oprimidos. Além da opressão histórica determinada pelo descaso dos poderes públicos e da sociedade “civilizada”, quando os escravos libertos tiveram suas “novas senzalas” determinadas nos piores locais das cidades, na criação das favelas, desde que o crime “se organizou” eles convivem entre dois fogos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meses atrás, num dia de aula, um esparso tiroteio começou a se ouvir relativamente perto, e uma menina de uns cinco anos se agarra em mim, tremendo de medo. Outra chora. Quem tá acostumado, quem se acostuma com isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/hs112.ash2/38935_1426449825564_1362357830_31244891_559975_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/hs112.ash2/38935_1426449825564_1362357830_31244891_559975_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ontem uma jovem de 14 anos foi baleada (Por quem? Nunca se sabe) e morreu. Balas encontradas de uma sociedade perdida não têm CEP, nem telefone, nem email. Rosangela freqüentava o Projeto e não tinha nada a ver com o oficio dos bandidos nem da policia. Foi morta. Bem como outros inocentes que ficam à mercê dessa guerra. E se o asfalto se desespera entre automóveis incendiados, os moradores do morro já sofrem com isso há tempos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa reação das facções pelas UPPs significa que as Unidades estão cumprindo sua função nas comunidades onde foram implantadas.&amp;nbsp; O preço da necessária&amp;nbsp; pacificação vai envolver ainda mais sangue. Que não seja sangue inocente. Peço isso por Rosangela, Breno, Kevyn, Luciano, Hugo, Alan, Luciana, Thiago, Daniel, Jorge, Mateus, Felipe, Mayara, Dentinho e tantos outros que tem sido pequenos mestres de vida para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs232.snc4/38935_1426449865565_1362357830_31244892_7368638_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs232.snc4/38935_1426449865565_1362357830_31244892_7368638_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs203.snc4/38513_1426450065570_1362357830_31244894_1123135_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs203.snc4/38513_1426450065570_1362357830_31244894_1123135_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs203.snc4/38513_1426450065570_1362357830_31244894_1123135_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;João Bani – Rio, 25 de novembro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-696797042898437428?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/696797042898437428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=696797042898437428' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/696797042898437428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/696797042898437428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2010/11/no-coracao-do-conflito.html' title='Meus alunos da Vila Cruzeiro no Coração do Conflito'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-5035990693423843295</id><published>2010-11-03T01:55:00.000-02:00</published><updated>2010-11-03T01:55:19.741-02:00</updated><title type='text'>Joao Bani - Algumas variações em Djembe com vassourinha</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i3.ytimg.com/vi/zTr5p8nuLws/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zTr5p8nuLws?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zTr5p8nuLws?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-5035990693423843295?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/5035990693423843295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=5035990693423843295' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/5035990693423843295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/5035990693423843295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2010/11/joao-bani-algumas-variacoes-em-djembe.html' title='Joao Bani - Algumas variações em Djembe com vassourinha'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-6726680839031587457</id><published>2010-11-03T00:36:00.002-02:00</published><updated>2010-11-03T00:36:32.327-02:00</updated><title type='text'>Bahia X Coritiba</title><content type='html'>Vi que o Bahia teve foi muita sorte de não perder o jogo. &lt;br /&gt;O resultado, pelas circunstancias foi positivo pra gente.&lt;br /&gt;O fato de Jael perder o penalti foi "justiça divina". Não foi penalti. Outra jogada reclamada pelo Coritiba, igualmente não foi. Por outro lado, a jogada que o cara do Coritiba meteu a mão na bola foi penalti. Um juiz de um Estado que não figura nem na série A nem na B, apitando jogo de dois campeões brasileiros dá nisso.&lt;br /&gt;Esse time do Bahia&amp;nbsp; parece, como visitante, jogar contra os adversários da mesma forma como Coritiba jogou contra nós: Articulado, armando as jogadas. Será que a massa os intimida? A responsabilidade?&lt;br /&gt;Jael, definitivamente precisa cair na real , pois está muito inconstante como jogador. Acho que tá rolando, não diria uma máscara, mas um deslumbramento num cara de 20 e poucos anos, que nunca havia experimentado antes a situação de quase idolo diante de uma torcida dessa magnitude.&lt;br /&gt;Parabéns à nossa torcida que, para os que falam em "qualidade", essa coisa quase imensurável numa torcida de futebol, demonstrou uma real qualidade, uma qualidade HUMANA: solidariedade pelo jogador adversário, que, fraturado, saiu de campo aplaudido e apupado pela torcida tricolor. &lt;br /&gt;Torcida que foi até magnânima com o Bahia que, bem abaixo do futebol que poderia apresentar, e diante de um adversário mais competente, saiu aplaudido, mesmo tendo feito um gol e entregue o jogo em tempo tão curto, e logo ao final.&lt;br /&gt;Finalizando , o seguinte: Camisa comemorativa muito bem vinda em homenagem à galegada baiana, mas&amp;nbsp; é bom usar&amp;nbsp; quando há algo para comemorar em campo também. Ainda não subimos, e tampouco somos campeões.&lt;br /&gt;Vamos subir primeiro, pra homenagear ou celebrar alguma coisa.&lt;br /&gt;As cores do esquadrão fizeram falta hoje. Ali tem mistica, tem o nosso Estado estampado nas nossas cores e no nosso nome. Esporte Clube[b][blue] Estado da[/blue][red] BAHIA.[/red][/b]&lt;br /&gt;Nossas glórias se refletem nessas cores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-6726680839031587457?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/6726680839031587457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=6726680839031587457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/6726680839031587457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/6726680839031587457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2010/11/bahia-x-coritiba.html' title='Bahia X Coritiba'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-2638454238405130831</id><published>2010-10-29T20:22:00.000-02:00</published><updated>2010-10-29T20:22:49.024-02:00</updated><title type='text'>Vida de Músico</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i4.ytimg.com/vi/cQhugNpRiGA/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cQhugNpRiGA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cQhugNpRiGA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" 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title='Vida de Músico'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-4111126886082231249</id><published>2010-10-18T21:05:00.000-02:00</published><updated>2010-10-18T21:05:48.001-02:00</updated><title type='text'>Torcida do Bahia ora o Pai Nosso ao final de cada trinfo.mp4</title><content type='html'>Porque essa torcida é tão especial e querida&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i4.ytimg.com/vi/OOjyUPIKAgk/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OOjyUPIKAgk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" 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href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/4111126886082231249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2010/10/torcida-do-bahia-ora-o-pai-nosso-ao.html' title='Torcida do Bahia ora o Pai Nosso ao final de cada trinfo.mp4'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-8420564081984677370</id><published>2010-09-18T18:15:00.002-03:00</published><updated>2010-09-18T18:18:49.920-03:00</updated><title type='text'>Márcio Araujo: Um legado de Telê Santana</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vendo o futebol corajoso que o Bahia assumiu, eu que não via isso há muito tempo nos quase quarenta anos que acompanho o tricolor-que virou um arremedo de si mesmo a partir de 2003-fui pesquisar mais sobre nosso técnico, esse pacato e humilde senhor que chegou sob pesada desconfiança de uma torcida que não o conhecia, sendo alvo de manifestações de desaprovação, mas sem nunca perder a serenidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Milton Neves, twitteiro compulsivo, já se manifestara sobre Marcio no site de relacionamento como "Um dos maiores caráteres do futebol". Até aí tudo bem, mas apreensivos, nós torcedores estávamos à espera de um &amp;nbsp;técnico que, ainda que marrento e políticamente incorreto que fosse, não importando o caráter, &amp;nbsp;conseguisse dar &amp;nbsp;um estilo de jogo ao Bahia coerente com suas tradições, o que Renato, voltando a ser Gaucho no seu Grêmio, não havia conseguido. Teria tentado?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pesquisando no Google sobre Márcio, esse técnico de currículo e marketing tão discreto como sua própria personalidade, descubro: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Márcio Longo de Araújo (São José do Rio Pardo, 7 de maio de 1960) é um treinador de futebol brasileiro. Atualmente, comanda o Bahia.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Carreira: Sua primeira atuação foi na Sociedade Esportiva Palmeiras em 1997. O início de seu trabalho teve a orientação de &lt;b&gt;Telê Santana&lt;/b&gt;. Contudo, por motivos de saúde, Telê ausentou-se do Palmeiras e Márcio conduziu os trabalhos até o fim do Campeonato Paulista do mesmo ano."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tá explicado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Márcio potencializa o futebol, como o seu orientador fazia. Quem via o futebol das equipes treinadas por Telê contemplava a coragem na ponta da chuteira, o pragmatismo sem invenções, mas com muita sabedoria. Uma leitura aguda de cada jogo, uma habilidade em modificar as situações que dava a cada jogador a plena confiança na sua capacidade de reverter resultados adversos, o que o Bahia vem conseguindo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Obrigado, Márcio, por estar vivenciando finalmente seu legado do querido Mestre Telê Santana, no Bahia. Você vai ser muito feliz nesse clube e nós felizes com seu trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tenho certeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-8420564081984677370?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/8420564081984677370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=8420564081984677370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8420564081984677370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8420564081984677370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2010/09/marcio-araujo-um-legado-de-tele-santana.html' title='Márcio Araujo: Um legado de Telê Santana'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-8305209992662397704</id><published>2010-04-21T07:18:00.000-03:00</published><updated>2010-04-21T07:18:05.885-03:00</updated><title type='text'>Ama de Música (Brasília)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/S87QxopYbQI/AAAAAAAAAEc/HMOVUOzM-gE/s1600/632617028_2f6ccf216e.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/S87QxopYbQI/AAAAAAAAAEc/HMOVUOzM-gE/s320/632617028_2f6ccf216e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: arial black,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;  João Bani&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha nove anos&lt;br /&gt;E você já feito onze&lt;br /&gt;Da Bahia me levaram numa máquina do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  seios onde em traços de poetarquitetura&lt;br /&gt;deitavam o sonho de Nonô e o  chumbo da ditadura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para seixos dos riachos recortando teu  cerrado&lt;br /&gt;Teu recato transbordado &lt;br /&gt;teu mistério desvendido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua poesia me  chama quando chego em você&lt;br /&gt;nada muito a dizer, minha amante  consentida&lt;br /&gt;De ti nasceram meus filhos com a Guanabara&lt;br /&gt;Mais  brasileiros, como poderemos ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, querida ama de música&lt;br /&gt;que me mostrou o céu de frente, o  voar no chão&lt;br /&gt;o bater meu tambor no teu Brasil coração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-8305209992662397704?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/8305209992662397704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=8305209992662397704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8305209992662397704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8305209992662397704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2010/04/ama-de-musica-brasilia.html' title='Ama de Música (Brasília)'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/S87QxopYbQI/AAAAAAAAAEc/HMOVUOzM-gE/s72-c/632617028_2f6ccf216e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-6686035210891720240</id><published>2010-02-14T08:32:00.004-02:00</published><updated>2010-02-14T10:11:47.168-02:00</updated><title type='text'>Carne de Sol, Carne do Sol.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.viagemesabor.com.br/userfiles/image/caico_carne_de%20sol-1_web.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.viagemesabor.com.br/userfiles/image/caico_carne_de%20sol-1_web.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Que me desculpem os vegetarianos, pródigos por uma dieta piedosa com os animais e prudentes com seus sistemas digestivos, mas a carne faz parte da dieta humana sob diversas formas, e muita gente, me incluo, gosta de saborear um bom bife. De tempos para cá, praticamente reduzi à metade o consumo de carne bovina, mas há meios especiais de saboreio dos quais não abro mão. Dividindo espaço com um eventual churrasco, uma carne assada de pá ou peito, ou uma paleta de carneiro dormida em cominho e hortelã, a carne de sol, (ou "do" sol), pontifica entre as especialidades da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carne de sol tem origens diversas, histórias contadas de todo canto, mas a verdade é que em comum todas as versões se encontram no fato de que alguem precisou um dia salgar a carne para conservá-la em tempos sem geladeira. Quanto mais sal, mais tempo de conserva.Na época do Descobrimento, as carnes, além do sal, eram protegidas de fungos, moscas e suas larvas com sal e muito tempero, as chamadas especiarias, que eram base das transações econômicas da época e citadas pelos historiadores como motivadoras das rotas marítmas que deram outra cara ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carne de sol tem versões diversas de acordo com a região: umas se curtem mesmo ao sol, outras depois de salgadas deitam seu soro sob o sereno. Os cortes variam com as preferências, como mudam os nomes das partes do boi Brasil afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas versões preferidas são as da cidade&amp;nbsp; de Rui Barbosa e da Chapada,&amp;nbsp; na Bahia, as servidas em Natal RN, Pernambuco, Paraíba e as espetaculares carnes de sol de carneiro e bode de Teresina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lembro das viagens com meus pais&amp;nbsp; a Feira de Santana, na Bahia ainda garoto. A feira "de Feira", gigantesca, com gente vinda de todo lugar para vender e comprar, exibia nas suas barracas aquelas mantas enormes de carne do sol, que minha mãe cuidadosamente ia escolhendo, enquanto eu salivava antecipando a hora do almoço que viria&amp;nbsp; sob a regência daquelas mãos mágicas a preparar um bom pedaço para ser comido com pirão de leite, um feijaozinho, um suco de mangaba... &lt;br /&gt;Patinho, coxão-mole...Mais magra a primeira, mais adiposa a segunda, eram as preferidas de Dona Ruth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cada nascer do sol, essa iguaria volta e meia aparecia na mesa lá de casa. Depois, morando em Brasilia, aproveitamos a boa presença nordestina no lugar para continuar no hábito. Mas sempre, comprando pronta em açougues onde um bom nordestino conservava carne e cultura. E assim aderiram também ao gosto a minha companheira e os nossos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui no Rio, ao chegar, percebi que carne do sol não se encontra em todo lugar, perto de casa. É preciso que se procure restaurantes especializados, ou então indo direto à Feira de São Cristóvão, onde o que não falta é opção para se comprar,&amp;nbsp; seja nos restaurantes ou nos açougues.&lt;br /&gt;Vindo com a força do hábito, era pouco para mim. Não ter carne do sol no açougue da esquina era o fim. Resolvi fazer a minha própria. O sertão bravio clamava no meu estômago. As caravanas vencendo a caatinga do interior baiano rugiam no DNA. Brumado, Boninal, Seabra, Lençois...A rude carne do sol que se apaziguava as faces ensolaradas e curtidas do sertão baiano chamava o frugal bife com fritas e feijãozinho preto carioca de "fulêro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti para um açougue, comprei um bom pedaço bem gordo de chã (como chamam aqui o coxão-mole), e o coloquei na tábua. Abri lateralmente, no sentido da gordura para baixo, um bifão de uns 3,5 cm de altura até pouco antes de transpassar. Em forma sanfonada (tudo a ver!), no corte, voltando no sentido contrário, fui dando forma àquela peça que seria a primeira de muitas.Salguei, com sal fino (é melhor para controlar a quantidade. O sal grosso passa do ponto muitas vezes), deixando a mesma com uma crosta esbranquiçada de sal e a deitei numa vasilha grande. Seis horas marinando, escorri o soro, salguei de novo. Quatro horas marinando, escorri mais soro e acrescentei um copo&amp;nbsp; de leite integral, onde ficou por mais 4 horas. (O leite redistribui e equilibra o sal, retirando o excesso sem tirar o sabor da carne, como a água faria. A carne de sol desse preparo não precisa escaldar nem por de molho.) Continuando,&amp;nbsp; já&amp;nbsp; de noite, pendurei a danadinha&amp;nbsp; protegida por um filó&amp;nbsp; e a deixei serenar, a retirando no final do dia seguinte...Estava pronta a minha vingança cultural, satisfeito meu paladar e fica como receita para quem ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só lembrando: Carne de sol e carne-seca ou charque, são coisas diferentes. Cuidado com a pressão alta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Bani&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-6686035210891720240?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/6686035210891720240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=6686035210891720240' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/6686035210891720240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/6686035210891720240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2010/02/carne-de-sol-carne-do-sol.html' title='Carne de Sol, Carne do Sol.'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-730474195703203786</id><published>2009-12-07T14:13:00.002-02:00</published><updated>2009-12-07T14:14:08.689-02:00</updated><title type='text'>A riqueza e a "Civilidade"</title><content type='html'>&lt;h3 class="smller"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;div class="para"&gt; Hoje as tvs exibem, além da festa do clube campeão e dos que se salvaram, imagens de violência descontrolada que mostram que educação e civilidade nada tem a ver com classe social ou indices de qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Curitiba, uma das cidades de IDH (Indice de desenvolvimento humano) mais elevados do País, o vandalismo e a barbárie tomaram conta do Couto Pereira, na insatisfação de torcedores paranaenses pela queda do "Coxa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio, enquanto bairros humildes da zona norte e do subúrbio comemoraram o título do Flamengo na paz, um dos bairros de IDH e renda per capita mais altos do Rio e do Brasil, o Leblon, virou praça de guerra de filhinhos de papai marombados e praticantes de artes marciais, torcedores do mesmo clube, que venceu o brasileiro. Imagine se tivesse perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente vê uma menina como a Cristal tocando piano absurdamente bem surgir de uma favela do Recife. Ou vê um Presidente da República oriundo do Sertão e do operariado ,preconceituosamente chamado de "analfabeto" ou "ignorante" por alguns se tornar líder internacional respeitado e ouvido, com um governo de indices de aprovação elevadíssimos e resultados sociais nunca obtidos antes..Quando eu vejo uma menina como a Mayra, 17 anos e líder na Favela da Vila Cruzeiro na luta contra as desigualdades, a quem muito orgulhosamente dou simples aulas de percussão, ser eleita Nobel da Paz Mirim e receber reverencias do Bispo Tutu, além ser considerada uma das 100 personalidade do ano pela revista Época...Quando vejo o Adriano, também da Vila Cruzeiro, desafiar os "cretinos fundamentais" e os "óbvios ululantes" (obrigado, Nelson Rodrigues) do pensamento raso monetário de que foi louco por trocar a infelicidade ultra remunerada na Europa pela felicidade de estar perto de casa e das coisas simples da vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente percebe que o querer é maior que o "Poder". Porque o querer que luta tudo pode, e com o sacrifício faz muito melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-730474195703203786?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/730474195703203786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=730474195703203786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/730474195703203786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/730474195703203786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2009/12/riqueza-e-civilidade.html' title='A riqueza e a &quot;Civilidade&quot;'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-8080925036198114762</id><published>2009-08-31T15:30:00.006-03:00</published><updated>2010-02-11T07:48:50.735-02:00</updated><title type='text'>KINDALA</title><content type='html'>&lt;a href="http://img1.orkut.com/images/milieu/1249829959/1249855818070/461641065/ln/Z1bgt4q3.jpg?sig=z3t9on" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://img1.orkut.com/images/milieu/1249829959/1249855818070/461641065/ln/Z1bgt4q3.jpg?sig=z3t9on" style="cursor: pointer; display: block; height: 213px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 160px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Formado pelas irmãs Daniele, Gabriele e Liliane Correa, o  Kindala&amp;nbsp; traz a sonoridade herdada dos antepassados africanos em músicas de louvor a Deus e à cultura quilombola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente denominadas "Trio Remanescente de Cantoras Quilombolas da Praia Rasa", o grupo adotou, por sugestão do produtor e músico João Bani,  o nome de "Kindala", que quer dizer "Agora" na língua Kikongo-Kimbundo, de Angola, nação berço dos escravos que foram desembarcados na Praia Rasa, em Búzios, no Século IXX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantando juntas desde a infância, nas Igrejas Evangélicas da Região de Búzios, desenvolveram uma interação vocal surpreendente, estimulada em muito pelo pai, músico evangélico que sempre pregou a valorização da sonoridade africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente estão em fase de Pré-produção do seu primeiro CD, com produção do Músico João Bani (www.myspace.com/joobanipercussioncomposer) e arranjos de João Bani e Humberto Mirabelli.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-8080925036198114762?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/8080925036198114762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=8080925036198114762' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8080925036198114762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8080925036198114762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2009/08/formado-pelas-irmas-gabrielle-e-daniele.html' title='KINDALA'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-3658202731150007875</id><published>2008-10-15T06:35:00.002-03:00</published><updated>2008-10-15T06:38:51.434-03:00</updated><title type='text'>Leny Bello</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 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Ela rebate na lata, ela não te falta, ela está sempre pronta. Esse coração aberto de passo marcado, de compasso dividido por quantos for necessário. Essa mulher forte, amiga, leal, que nos apresenta os maiores valores que podemos esperar de uma amizade, carinho e verdade, chama-se &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Leny Bello. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já se vão três anos do final de 2005, quando você se mostrou para mim uma grande amiga num momento de perda, com suas sinceras orações pela minha mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leny, minha querida. Dona Ruth recebeu suas orações, eu tenho certeza disso. Não sei se corações corajosos e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;generosos como os de vocês duas tem alguma espécie de “clube”, ou sociedade entre os diversos planos espirituais, mas ver nossa amizade, tudo o que você me ofereceu, o exemplo de vida, o entusiasmo, a energia, tudo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;me vem como uma encomenda de Dona Ruth.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leny, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a cada quarta feira que você ajudava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma entidade assistencial, você me ajudava também. Cada quarta era a “feira” de quinta e com ela eu pude contar durante todos esses meses. Nosso ciclo de Canto e Cantoria este ano inicia agora sua pausa exatamente quando novas oportunidades profissionais surgem para mim. E me dão a certeza de que mais valeu estar ao seu lado, da sua positividade, da sua garra e sinceridade, do que ter dado atenção a tristes vaticínios que tentaram impingir a meu futuro profissional. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Meu tambor bate forte e para o bem!&lt;/b&gt; Meus “sérios problemas” agora são outros, como por exemplo, tentar conciliar uma agenda. E o de passar as quartas feiras sem sair daqui do Grajau de tardinha, pegando o rumo do Canto e Cantoria, para cortejar sua belíssima obra, minha querida. O ciclo da vida segue, novos ganhos e perdas virão, novas safras e entressafras, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mas o que se consolida no coração não se esquece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Muito obrigado, que Deus abençoe nossa amizade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;João Bani, 15 de outubro de 2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-3658202731150007875?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/3658202731150007875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=3658202731150007875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/3658202731150007875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/3658202731150007875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2008/10/leny-bello.html' title='Leny Bello'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-6307947702289359910</id><published>2008-05-21T14:48:00.007-03:00</published><updated>2010-02-14T09:31:42.579-02:00</updated><title type='text'>Os Grandes Clubes não morrem</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/SDRhE-n6AAI/AAAAAAAAACo/EJozLrpZw3c/s1600-h/escudo+bahia.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202890207677513730" src="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/SDRhE-n6AAI/AAAAAAAAACo/EJozLrpZw3c/s400/escudo+bahia.jpg" style="cursor: pointer; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; line-height: 115%;"&gt;Dia de clássico interestadual decisivo no Rio. No Engenhão, Botafogo e Coríntians fazem o primeiro dos dois jogos entre os times, na semifinal da Copa do Brasil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; line-height: 115%;"&gt;Voltando de um ensaio, chegando com o carro cheio de instrumentos,  vejo  aquele bar onde há todo tipo de cerveja, todas geladas,  ainda aberto. Para melhorar,  o gerente ainda é conterrâneo , baiano de Valença, meu amigo Heron. O Rio de Janeiro tem uma identidade com a Bahia que diminui o eterno banzo de todo baiano longe de casa. E a descontração, a conversa de bar, tudo isso nos deixa mais à vontade. Heron é Vitória, e, como tal, aproveitando o bom tempo em que não nos víamos, alfineta com aquela gozação que estava guardada especialmente para mim,  depois da conquista do bi-campeonato baiano pelo seu clube:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; line-height: 115%;"&gt;- Marrapaaazz... Eu nem comemoro tanto o bi campeonato...Bom mesmo é ver o Bahia 7 anos sem ganhar nada...”  E cai na gargalhada... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; line-height: 115%;"&gt;Rio com ele, contrariado, mas rio com o Rio baiano que se mostra ali.  Peço uma cerveja gelada, e aproveito para contra-atacar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; line-height: 115%;"&gt;-Mas quero uma Original. Nada de  genéricos...hehe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; line-height: 115%;"&gt;E o Rio vai desaguando então ,no bar, com dezenas de torcedores do Botafogo que chegam do estádio Engenhão, templo arrendado pelo  clube para mandar seus jogos. Um estádio moderno, que foi construído em função do Pan-Americano do Rio. Os botafoguenses comemoram a vitória de 2 a 1 sobre o Coríntians, nas semifinais  da Copa do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Vejo a torcida do Botafogo e relembro um dos muitos bons momentos que passei e tenho passado ao lado da minha Vania, botafoguense, ovelha alvi-negra numa família onde seus pais e irmãos são flamenguistas.  Era junho de 1989 , ainda vivíamos em Brasília, já  havíamos juntado nossos sonhos e esperávamos nosso João Pedro ,que nasceria, como nasceu, no mês seguinte. Pois bem, naquela noite de 21 de junho de 89, um gol de Maurício acabava com o jejum de 21 anos sem títulos do clube da estrela solitária, em decisão contra o Flamengo. 21 anos. Poderiamos até dividir  este número por cada um dos seus grandes rivais: Flamengo , Vasco e Fluminense...7 anos sem ganhar, a cada grande adversário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Minha companheira era uma  alegria só, e exigia minha  participação na comemoração. Quase relutei a principio, pois, tricolor baiano  desde o berço, apaixonado pelo meu Bahia, tenho no Flamengo o time de simpatia no Rio. Afinal se equivalem em seus estados como times de maior apelo popular, e como os maiores vencedores, de conquistas na base da raça, da mística. Mas minha simpatia pelo urubu carioca  não era o suficiente para me impedir de comemorar junto com ela , solidário,  o fim do jejum alvinegro. Afinal, alguns meses antes  ela vibrara comigo acompanhando a grande conquista do meu Bahia no Campeonato Brasileiro. O amor é capaz de coisas assim pelo futebol, ou o futebol é capaz de coisas assim pelo amor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt; O Botafogo de 21 anos de seca era alvo de chacotas de todos os torcedores adversários, inclusive minhas. O Valdir Espinosa se revelava ali um técnico habilidoso com o desacreditado material humano com o qual contava,  e motivou seus jogadores de uma forma que eles conseguiram se superar. A superação é  um bem de quem é grande , de quem nunca perde a majestade. De quem &lt;i&gt;É,&lt;/i&gt; não de quem simplesmente &lt;i&gt;está&lt;/i&gt;. Desde então, o Botafogo venceu mais 3 cariocas e o seu primeiro  Campeonato Brasileiro, se igualando ao Bahia em conquistas nacionais, já que fora campeão da Taça Brasil de 1968.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;O Bahia é e será um grande clube. Vai superar suas dificuldades. Me lembrei do exemplo do Botafogo para  mostrar que os grandes clubes, grandes mesmo, nunca morrem, pois estão vivos, ainda que por 21 anos ou mais, nos corações de seus torcedores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt;BoraBaheeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-6307947702289359910?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/6307947702289359910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=6307947702289359910' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/6307947702289359910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/6307947702289359910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2008/05/os-grandes-clubes-no-morrem.html' title='Os Grandes Clubes não morrem'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/SDRhE-n6AAI/AAAAAAAAACo/EJozLrpZw3c/s72-c/escudo+bahia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-4452897361720605057</id><published>2008-04-11T10:09:00.006-03:00</published><updated>2008-12-12T05:49:14.606-02:00</updated><title type='text'>Rádio-Cabeça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/R_9ji8ND3FI/AAAAAAAAABg/RY_eso4nztw/s1600-h/geraes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/R_9ji8ND3FI/AAAAAAAAABg/RY_eso4nztw/s320/geraes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187974747681709138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/Bani/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;O ônibus era  puro barro, numa Brasília das primeiras chuvas, avenidas monótonas, paisagens  que só o tempo deixava desiguais. Era preciso passar muitas vezes por elas para  aprender a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;diferenciar cada quadra da  outra, cada parada da próxima ou passada... A música na minha cabeça rolava  entre Deep Purple e Noel Rosa. Os primeiros me haviam chegado muito tempo antes,  pelos discos  do meu irmão. O Poeta da Vila, por uma coleção mensal  sobre MPB que tínhamos em casa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;Smoking  “under” the water, quase como Jon Lord, Blackmore e tribo, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com um cigarro aceso e  quase molhando, mas sem mosquito para espantar quase como  Noel, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;eu sem saber vivia o porque da música ser um  traço definitivo na vida de certas pessoas. Diante do silêncio da capital nos  anos 70, só Música para me fazer companhia nos percursos daqueles ônibus mudos e  imundos. Eu desenvolvera em minha mente uma discoteca. Ainda não havia chegado o  walkman, hoje eletrônico dinossauro. Rádio com “egoísta” poderia ser uma  solução. Mas em stereo, com repertório próprio e com o arranjo destacando o que  se queria, somente a Rádio Cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;Morava na  Vila Planalto, uma comunidade remanescente dos pioneiros da construção da  Brasília, numa bela casa de madeira, com um grande quintal, numa família onde  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;os discos juntavam o sertão de Luis  Gonzaga dos meus pais, reminiscências da Jovem Guarda, Chico Buarque, Caymmi,  Gal, Gil, Elis, Caetano,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Stones, os já citados Purple e Noel, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;coisas da Motown...Era um ecletismo bastante  saudável. Gosto muito do que ouvi. Hoje, sem sugerir uma palavra que os  direcione, vejo meus filhos gostarem também de muitas dessas coisas. Descobriram  na internet.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;A mudança  para Brasília, que ocorrera anos antes, fora um dado importante nessa  musicalização. As interações culturais da cidade , com gente chegando de todo o  país e muitos estrangeiros residentes,&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;destacavam personagens da nova cena musical naqueles tempos ainda de  regime militar, quando aconteciam pequenos filhotes de Woodstock nos Concertos  ao Ar Livre que os chamados “agitadores culturais” promoviam nas  entrequadras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;Mas na minha  Rádio cabeça, no Norte daquela bússola onde imerso eu seguia olhando o céu de  frente na Capital, naquela metade dos anos 70, um repertório novo surgia . &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Rose, uma das minhas irmãs, verdadeira Rosa  dos Ventos Musicais, chegara em casa com um LP, Minas, de um cantor e compositor  que então já era consagrado, mas que passara ao largo da minha Rádio cabeça  durante algum tempo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ouvi, e ouvia o  Gran Circo de introdução &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;triunfante, com  harpas , com vocalizes do Pará em Fafá, as percussões ricas, o Trastevere me  apresentando free jazz com vocais de catedrais. Os compassos compostos soando  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;naturais, as Asas da Panair, o beijo  Partido unindo Paula a Bebeto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;Minas , o  disco,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e Minas , a terra, me mostravam  caminhos para tanto lugar... Com divisa relativamente perto do Distrito Federal,  pelas bandas da obra de Guimarães Rosa, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;bem ali estava a Minas do peixe vivo, do  Juscelino que gerara aquela Brasília onde embalava os percursos da minha Rádio  imaginária agora ao som de um filho seu e sua turma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;Minas, o  disco, me levou a Geraes, me resgatou o Clube da Esquina anterior que eu não  conhecera, me impressionou com Raça. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Me  mostrou &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Journey to Down , viagem melhor  que as bad trips de tantos heróis da época. Naqueles ônibus, eu pagava a  passagem com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um Tostão, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;One  Coin, mais valioso que um milhão. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Lília  era trilha sonora da L-2, superquadras passando... Com Fé cega e Faca amolada eu  enfrentava o vazio do Eixo Monumental. “Menino” &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;me mostrava em barro as crianças largadas na  Rodoviária, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Fazenda” era orvalho no  seco Cerrado...E eu com o silêncio do ônibus, com gente tão calada nos bancos,  tempos de regime militar...Que rádio estariam ouvindo, que programação teriam  para animar o silêncio daqueles medos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;Pensei em  escrever sobre isso para celebrar uma alegria espiritual e profissional que me  tem sido ofertada há alguns anos. A de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;poder, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;eventualmente, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;colocar a serviço do maior hitmaker da minha  “Rádio Cabeça” os meus tambores, minha música, o que não deixa de ser uma  retribuição. Ele me deu a música, que a tome de volta. Há alguns anos, pela  generosidade da confiança do amigo e mestre de percussão Marco Lobo, titular  absoluto do time do Bituca, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tenho tido  oportunidade de participar de shows do Milton, como substituto. Na última delas,  em Belo Horizonte, diante de uma multidão na Praça da Estação, tive a boa e  velha Rádio Cabeça a me auxiliar , na lembrança daquela trilha sonora que me  conduzira pelas ruas de Brasília e que afinal me levara até ali, àquele palco.  Fosse futebol o ofício da minha alma e seria como estar em Santos jogando bola  com Pelé.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;A diferença é  que nos jogos do time do Bituca, ninguém perde. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:130%;"  &gt;A Rádio  Cabeça agradece.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-4452897361720605057?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/4452897361720605057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=4452897361720605057' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/4452897361720605057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/4452897361720605057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2008/04/rdio-cabea.html' title='Rádio-Cabeça'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/R_9ji8ND3FI/AAAAAAAAABg/RY_eso4nztw/s72-c/geraes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-6201588631915707677</id><published>2008-01-08T08:09:00.000-02:00</published><updated>2008-12-12T05:49:14.879-02:00</updated><title type='text'>Admiral Eruditino</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/R4NNmAfPQ9I/AAAAAAAAABY/Zc1PlmiWk7c/s1600-h/radio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/R4NNmAfPQ9I/AAAAAAAAABY/Zc1PlmiWk7c/s320/radio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153047714003370962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;div id="header"&gt; &lt;div id="headerin"&gt; &lt;div class="mainsearch"&gt;  &lt;script language="javascript"&gt;&lt;!--     var URL = new Object();                     _GTalk._promoUrl = '/Status.aspx?msg=3&amp;ret=%2FCommMsgs.aspx%3Fcmm%3D36867%26tid%3D2440688137451910383%26kw%3Dadmiral%2Beruditino';                         _GTalk._sessionUserGtalkIntegrated = 1;        //--&gt;&lt;/script&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;div id="container"&gt; &lt;div id="statusMsg" style="display: none;"&gt; &lt;table class="module" style="width: 100%;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="topl"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="topr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="boxmid"&gt;   &lt;div class="parabtns"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="boxmidr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="botl"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="botr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt; &lt;div id="lbox"&gt; &lt;table class="module" style="width: 675px; height: 54px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="topl"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="topr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="boxmid"&gt; &lt;div class="userinfo"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="boxmidr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="botl"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="botr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt; &lt;div id="mboxfull"&gt; &lt;table class="module" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="topl_g"&gt; &lt;h1&gt;Admiral Eruditino&lt;/h1&gt; &lt;p class="breadcrumb"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="topr_g"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="boxmidlrg"&gt; &lt;div class="listitem"&gt; &lt;h3 class="smller" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="para"&gt;&lt;b style="background-color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Admiral Eruditino &lt;/span&gt;nasceu no bairro do  Santo Crítico , Rio de Janeiro. &lt;/div&gt; &lt;div class="para"&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo, Admiral  vivia um drama  existencial, diante da sua sensibilidade que ,pelas circunstâncias da vida,  tinha de enfrentar a obrigatória audição dos clássicos populares,  verdadeiramente populares, que saindo dos alto falantes de rádios AM, enchiam o  ambiente dos seu bairro de "música de baixa qualidade" para os conceitos de Admiral : Odair José, Nadinho da  Ilha, João da Praia, The Fevers, Zé Rico e Milionário....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu coração  revolucionário compreendia a adoração daquela gente sem dente que o avizinhava  por aquele tipo de submúsica: Nem todos tiveram acesso à sua leitura. Nem todos  o deixaram jogar bola, mas os livros ficaram com ele. O jovem fã dos ícones da  música engajada da sua época, aliás, logo percebeu que bom mesmo era ser ruim de  bola: quanto mais caracterizado fosse o seu desprezo pelo esporte alienante,  melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="listitem"&gt;&lt;div class="para"&gt;Admiral  , se  não tinha gosto pelo esporte, tecia letras de Música Popular Brasileira, aquela  que ele &lt;em&gt;queria&lt;/em&gt; popular. Aprendeu um pouco de violão, mas o suficiente  para que não fosse considerado um violonista: Ele era compositor. Ele era um  revolucionário, tinha que tirar a beleza de poucos recursos, inclusive musicais.  &lt;/div&gt; &lt;div class="para"&gt;&lt;br /&gt;Nisso, colecionava adjetivos irônicos para aquela música que  ele desprezava, principalmente para os "culpados" por ela, no seu pretensioso  entender.&lt;/div&gt; &lt;div class="para"&gt;&lt;br /&gt;Do que sei do Admiral&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt; é que ele cresceu,  constituiu família e trabalhou em jornal, onde por muitos anos esteve, e fez  amigos. A demissão veio, junto com uma indenização, o suficiente para  se arriscar na gravação  do seu primeiro CD. Com doze faixas, vaticinou que quatro, mais populares, quase  uma heresia para seu passado, seriam "trabalhadas" junto aos inúmeros amigos que  fizera na imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="para"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="para"&gt;Implacáveis amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria melhor que não escrevessem nada sobre seu disco  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;, que seriam  mais amigos: "Letras desprovidas de sentido, num agrado inexplicável ao Axé" ou  "Numa toada enervante, de forte acento sertanejo, nos faz crer que uma  espingarda de cano duplo seria suficiente, se Admiral tivesse parceiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="para"&gt;Admiral,  convencido pela força da bruta realidade, esqueceu-se da música mas não dos  adjetivos a serem aplicados a quem a faz: Hoje é crítico de música em jornais da  Internet e ocasional em listas de discussão. &lt;/div&gt; &lt;div class="para"&gt;&lt;br /&gt;Seu disco faz um sucesso danado nos alto falantes da rádio  comunitária do bairro de Santo Crítico: Tocam as quatro comerciais faixas "de  trabalho". &lt;form style="display: inline;" name="topicsForm" method="post"&gt; &lt;/form&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="boxmidr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="botl"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="botr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt; &lt;div id="footer"&gt;  &lt;div class="footer_l"&gt; &lt;div class="logogoogle"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="logosml"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="foottxt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-6201588631915707677?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/6201588631915707677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=6201588631915707677' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/6201588631915707677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/6201588631915707677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2008/01/admiral-eruditino.html' title='Admiral Eruditino'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/R4NNmAfPQ9I/AAAAAAAAABY/Zc1PlmiWk7c/s72-c/radio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-8895995404923544189</id><published>2007-10-21T10:19:00.000-02:00</published><updated>2008-01-08T09:08:09.219-02:00</updated><title type='text'>O músico e o fim do imposto sindical</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Escrevi o post abaixo em outubro. Hoje, já em janeiro, vejo que a esperança em ver um sindicalismo de verdade se esvaiu no lobby dos pelegos de sempre. A proposta do Augusto não prevaleceu)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu acho que o imposto sindical acomodou muito  o sindicalismo brasileiro. A verdadeira fonte de recursos do sindicato deve ser  mesmo a categoria"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; (*)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;em&gt;Lula, em 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Quando ainda funcionário do Banco do Brasil, no  final dos anos 70, vi chegar ao BB os ecos da grande movimentação sindical  ocorrida entre os metalúrgicos do ABC , como mais uma pá que enterrava o regime  militar e os anos de exceção. No Banco, exatamente na agência onde eu  trabalhava, lançava-se a candidatura do colega Augusto Carvalho à sucessão  sindical da entidade onde pelegavam os resquícios do regime que agonizava, numa  mobilização que aproximava das nossas mesas, das nossas máquinas de somar, da  nossa papelada e malotes de cheque de compensação uma nova esperança, a mesma  cantada na trilha sonora do povo nas vozes de Elis, Milton, Chico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Vai passar, cantava Chico. Estava  passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Vi ali nascer o embrião de fortalecimento de uma  categoria num movimento vigoroso de sindicalizações , no sentido de levar  Augusto à presidência da entidade. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Augusto  venceu, o sindicato cresceu, os bancários se transformaram na categoria mais  mobilizada do sindicalismo, diante da repetição do mesmo fenômeno em várias  outras capitais do país.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Depois o mineiro de  Patos, de presidente do sindicato alçou vôos políticos maiores, como deputado  federal, candidato a governador, numa trajetória correta e  coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Nos últimos dias,   Augusto,  Deputado do PPS do  Distrito Federal viu sua proposta de extinção do Imposto Sindical aprovada por  215 votos contra 161, encaminhando o texto para o Senado. O Imposto sindical ,  aquele mesmo que é enfeitado com a denominação de "contribuição sindical",  compulsório, caiu na Câmara e está com os dias contados. Agora o sindicalismo só  valerá com participação, com campanhas intensas de sindicalização , claro que  mediante a justificativa da existência da entidade se cristalizando cada vez  mais entre a categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Hoje, distante do Banco de então, que já me dividia  com a arte de ser músico profissional, vejo que as entidades sindicais de  músicos  terão que repetir a história de Augusto, numa eficiente  campanha de  sindicalização a ser desenvolvida, sob pena de não conseguirem sustentar suas  estruturas, já que outra vigorosa fonte de recursos dessas entidades corre risco  há algum tempo: O artigo 53 da Lei 3857 que determina a cobrança de 10 por cento  sobre o valor dos cachês de músicos estrangeiros que se apresentem no Brasil,  destinando à OMB e ao sindicato onde o espetáculo se realizar a quantia  descontada, metade para cada entidade. O 53 está sob a mira de empresas  promotoras de eventos no país, secundadas pelo forte Lobby de operadoras de  telefonia e outros potenciais patrocinadores de eventos com artistas  estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Aqui no Rio, em números do final de 2005, a  entidade sindical dos músicos tinha pouco mais de 600 sócios efetivamente  sindicalizados, pelo menos em condições de votar, ou seja, adimplentes no  pagamento da anuidade , que deveria se somar ao agonizante Imposto Sindical.  Acontece que o Imposto Sindical alcança a todos os músicos regulamentados,  sindicalizados ou não,  e mesmo diante da grande inadimplência, significa,  ainda, a grande fonte de sustentação da entidade sindical. Agora, com a iminente  queda da sua obrigatoriedade, o sindicalismo se verá obrigado a motivar a adesão  de novos "sócios", efetivamente sindicalizados, o que inclusive agregará um  colorido mais democrático , de maior participação de músicos de todas as matizes  e áreas de atuação, não tanto ao Municipal ou ao Canecão, mas muito também aos  músicos da noite, esse gigantesco contingente de brazucas que mantém o encanto  da música ao vivo perto do dia-a-dia (ou da noite-a-noite) dos  brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;(*)(fonte: Coluna do Elio Gaspari)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Na coluna do Ancelmo Goís, a nota de que um projeto  de regulamentação da profissão de DJ está na mesa do Ministro do Trabalho,  Carlos Lupi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Vem aí uma ODB?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;E nós, músicos,não conseguimos dar um passo  concreto sequer na modernização da nossa lei de regulamentação, ainda a mesma,  como os mesmos são os que se entronizam sentados nela.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;OMB - Um problema de gestão? Também.  Mas principalmente um problema de indigestão. Com os mesmos de sempre lá, não  dá mais pra engolir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-8895995404923544189?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/8895995404923544189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=8895995404923544189' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8895995404923544189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8895995404923544189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2007/10/o-msico-e-o-fim-do-imposto-sindical.html' title='O músico e o fim do imposto sindical'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-1073079084601399927</id><published>2007-09-13T12:48:00.001-03:00</published><updated>2007-09-13T12:48:56.620-03:00</updated><title type='text'>Sem Noção</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Que tal fazermos uma campanha para nós mesmos  melhorarmos? O que queriam que representasse um povo oportunista, bandalheiro,  que não respeita as convenções sociais, que paga propina para  a polícia, que  atravessa o sinal , que não respeita o pedestre, que explora a empregada  doméstica,  que tem a lei de Gerson como primeiro tratado a ser  obedecido? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Para um povo  frouxo, que enxerga os problemas  sempre a milhas de distância: não poderia haver nada melhor do  que Brasília: "É  distante demais, está longe do meu alcance, posso lavar as mãos", diz-se em São  Paulo, Rio, Salvador, Recife, Porto Alegre...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Crivella no Rio, Mercadante em Sampa,  e os outros  senadores que votaram pela safadeza ou se abstiveram, o que dá no mesmo,  volta  e meia estão perto dos suas bases, e o que faz o povo? Vai persegui-los,  espezinhá-los, pressioná-los? Não. Vai para o botequim fazer cara de Regina  Duarte e repetir o noticiário atrás de copos de chopp,  falar que o problema  está em Brasília, sem saber nem o que tem feito a câmara de vereadores da sua  cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Onde estão os "cansados"? Quanto sonegaram este  mês? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Onde estão os petistas e o primado da ética de  ontem? Francamente, que papelão! Faltam glóbulos para avermelhar a cara, como se  avermelhou  a estrela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Onde estava a ética de hoje dos tucanos do seu   também corrupto governo de tempos atrás,  de Jader, que era o Canalheiros de  FHC? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Onde estará a ética de hoje do PSOL amanhã, se no  poder? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;E nós, onde estivemos, onde estamos e onde  estaremos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Muita conversa, indignação meia-boca. Quero ver é  atitude nas ruas. Transformação social em si mesmo,  de baixo pra cima, sem  subterfúgios, sem conversas à boca miuda, sem artimanhas. Sem fazer, no seu  universo político possível, a mesma coisa que se critica na política dos altos  escalões da cara de pau . Que cada um procure o Calheiros que há dentro de si,   e se o achar, o destitua, o expulse, o casse. Que aproveitemos e façamos o mesmo  com o Chavez, o Fidel, o Lula, o FHC,  o Azeredo, o ACM, o Luis Estevão, o Bush,  o Bornhausen, o Garotinho que habita cada um de nós...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Precisamos respeitar e incorporar  os argentinos,  que por muito menos , tocam o terror nos canalhas. Precisamos de sangue  &lt;strong&gt;&lt;em&gt;platino&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; nas veias, porque de "latino", só tem  mesmo aquele "cantor"  que toca nas rádios seu sucesso bem apropriadamente  denominado "Sem Noção".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;É um desabafo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;João Bani&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-1073079084601399927?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/1073079084601399927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=1073079084601399927' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/1073079084601399927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/1073079084601399927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2007/09/sem-noo.html' title='Sem Noção'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-826841315192980652</id><published>2007-09-11T22:06:00.000-03:00</published><updated>2008-12-12T05:49:15.095-02:00</updated><title type='text'>7 de setembro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RufPc1JEDMI/AAAAAAAAABQ/WdDkOvKA1fc/s1600-h/crian%C3%A7acheirandocola.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RufPc1JEDMI/AAAAAAAAABQ/WdDkOvKA1fc/s320/crian%C3%A7acheirandocola.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109280396483497154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Os olhos diesel vermelhos    &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;que ele é um crack da cola&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;não tem escolha o menino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;nem escola&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;a infancia em fumaça, presa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;verdes anos em veneno&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;vida baldia, terreno minado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;merenda embalada em saco de lixo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;em bandos vão , bichos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;As pernas magrelas dobradas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;agachados,conferência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;desafiando omissão &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;debochando da  decência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;fazem tremer a madame&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;enervam o guarda civil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;gargalhada pueril&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;é tosse que lacrimeja&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;por olhos diesel vermelhos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-826841315192980652?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/826841315192980652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=826841315192980652' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/826841315192980652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/826841315192980652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2007/09/7-de-setembro.html' title='7 de setembro'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RufPc1JEDMI/AAAAAAAAABQ/WdDkOvKA1fc/s72-c/crian%C3%A7acheirandocola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-8448259708844135936</id><published>2007-08-27T00:02:00.000-03:00</published><updated>2007-08-27T00:04:09.461-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Coral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Colore o cenário e os cílios&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Carrega os filhos e as cores&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Coral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Marcenaria e ilha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Cara e coroa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Coral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Segredo de um sucesso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Apenas mais um, que se cora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Coral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Garganta a pleno vapor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Em águas de sulfura &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pura &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Coral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Cantando no fundo do mar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Rasgando as peles em pranchas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Coral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Alimento nas marés &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Tropeção para os banhistas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Coral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Harmonia em profusão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Nas águas da convivência&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Coral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Alegria e mais alegria e mais alegria e embevecimento vocal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-8448259708844135936?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/8448259708844135936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=8448259708844135936' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8448259708844135936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/8448259708844135936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2007/08/coral.html' title=''/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-1326668712964201245</id><published>2007-06-30T18:55:00.000-03:00</published><updated>2008-12-12T05:49:15.426-02:00</updated><title type='text'>Evilásio e o Habeas Corpus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RobTj0AITNI/AAAAAAAAAAk/9tn7uyXfTPs/s1600-h/Themis.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RobTj0AITNI/AAAAAAAAAAk/9tn7uyXfTPs/s320/Themis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081981841742253266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RobTr0AITOI/AAAAAAAAAAs/KEq2_699Ap8/s1600-h/siri2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RobTr0AITOI/AAAAAAAAAAs/KEq2_699Ap8/s320/siri2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081981979181206754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nos últimos anos, o trabalho me tem sido generoso em oportunidades de visitar minha terra, Salvador, e assim poder passar uns dias com meus pais, rever irmãs e amigos, parentes, sabores e lugares da capital da Bahia. Sair a pé pela cidade, do Campo Grande ao Pelourinho (êta! tá parecendo letra de música de bloco baiano!), refazendo trajetos há muito e muitas vezes vividos, respirando os sons da cidade, saboreando imagens... Ou uma ida até a Cidade Baixa por Itapagipe, berço da minha infância já relatado aqui em “&lt;a href="http://joaobani.blogspot.com/2006/05/as-mes-e-as-manhs.html"&gt;As mães e as manhãs&lt;/a&gt;” e na lembrança da baiana Leonor em “&lt;a href="http://joaobani.blogspot.com/2006/05/culpa-do-organo.html"&gt;A culpa é do orégano&lt;/a&gt;”, para ver qual o aspecto atual da antiga casa da Rua da Imperatriz. Conferir se finalmente despoluíram a Praia da Boa Viagem, relembrar a praia do Humaitá, provar os sabores da sorveteria da Ribeira, sorver uma cerveja gelada e comer siri-bóia no bar da Tia Maria, na Pedra Furada... Minha terra é um insulto à tristeza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas é um convite à placidez e à meditação, quando o dormir dos alto-falantes e sistemas de som presentes em praticamente todas as barracas de praia nos permite esse sossego.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pois nada como ler um livro e olhar o mar, olhar o livro e ler o mar, numa mesinha à sombra, num dia de semana de praia vazia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre que tocando em Salvador, dispenso o hotel e vou para a casa dos meus pais, na Pituba, bairro litorâneo que cresceu e se afirmou na preferência da classe média soteropolitana entre os anos 60 e 70. Sua praia já foi muito freqüentada, mas a crescente poluição do Rio Camurujipe, que deságua na praia vizinha de Costa Azul, diminuiu em muito sua balneabilidade, porém as barracas de praia, a cerveja gelada, os caranguejos e a placidez continuam lá, a alguns passos de casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Numa dessas manhãs, já perto do meio-dia, me instalei num banquinho de uma daquelas barracas silenciosas, ao som de um mar maculado, mas ainda de um tom azul Caymmi a espumar um branco oxalá nas pedras e areia, e fui recebido pela simpatia sarará da Dona, cerveja super gelada mergulhando naquela cápsula que se pretende conservadora da temperatura ideal da “loura”. Mansamente agradecido à qualidade de tal &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;aquarela de etnias, cores humanas e “cervejais”, arrisquei um caranguejo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não tem! Caranguejo tá um horror de se encontrar. Dizem que deu uma praga que não se acha mais caranguejo que preste por aqui, mandam vir de avião, de Belém do Pará e eu não tenho o pistolão de conseguir... Mas tem lambreta, agulhinha-frita, sururu...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aproximava-se a hora do almoço e eu fazia o pacote perfeito para um dia de folga: Uma caminhada até a praia, uma cervejinha, algumas páginas, conversa fiada e contemplação, antes da caminhada de volta a casa. Caranguejos, com a trabalheira que dão para serem comidos, até abrem o apetite, até porque para se saciar de caranguejo são necessários alguns, não um apenas. Sem caranguejos, já perto de almoçar, resolvi ficar somente na cervejinha mesmo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então, como do nada, surge alguém que pode agregar se não caranguejos, pelo menos outros crustáceos ao cardápio da barraca: Um vendedor de siris. Um tipo baiano espigado, chapéu de palha, samburá cheio de siris pendendo do ombro, se chega à barraqueira com familiaridade e é recebido efusivamente:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Digaí, freguesa, olha que bitolão de siri?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Tirado hoje do mar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas rapaz!!! Quem é vivo sempre aparece! Quequiá, menino? Como você tá, rapaz? Tomou juízo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Vamos indo, né... Correndo pro bicho não pegar, fazendo minha parte... Atrás do meu sustento...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E aquele amigo seu, aquele que não é muito certo, como&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é... Evilásio! Evilásio tá preso ainda?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-O quê? Evilásio? Evilásio tá é muito bem solto. Se não tiver roubando de novo, amén!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Marrapaaz, aquele apronta muito!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Evilásio arranjou um advogado bom, sabe lá como, o advogado conseguiu um &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Corpus Christi&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; pra ele, que já tá na rua tem tempo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não pude conter o riso diante da expressão equivocada do amigo do tal Evilásio. A barraqueira perdeu a fala e arriou sua cabeça em sacolejos de riso sobre o balcão da barraca, olhava pra mim, entre uma gargalhada e comiseração pelo amigo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Quiá quiá quiá... Isso é uma heresia, rapaz, você quis dizer Habeas Corpus, né não? Ah esse menino... Quáááásss... -as lágrimas chegavam a brotar dos seus olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E eu sei? Não tenho formação pra isso não! , ria também o pescador e, virando-se na minha direção: Não é, meu senhor? Cadê o estudo que o governo não dá? , politizou nosso amigo, com o que concordei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Claro... E certas palavras confundem qualquer um... É isso mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fiquei imaginando a saga daquele conterrâneo, buscando no mar seu sustento, seguindo caminho árduo, mas que lhe dava as portas e braços abertos de amigos como aquela barraqueira, e tendo o privilégio de poder rir de si próprio, por não precisar de habeas corpus da sua consciência, como necessitaria Evilásio, uma arraia-miúda perto dos tubarões que estão soltos por aí, roubando de novo e sempre.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-1326668712964201245?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/1326668712964201245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=1326668712964201245' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/1326668712964201245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/1326668712964201245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2007/06/evilsio-e-o-habeas-corpus.html' title='Evilásio e o Habeas Corpus'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RobTj0AITNI/AAAAAAAAAAk/9tn7uyXfTPs/s72-c/Themis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-1841227528115316087</id><published>2007-06-20T13:41:00.001-03:00</published><updated>2008-12-12T05:49:15.610-02:00</updated><title type='text'>PRESENTES DO ESPÍRITO SANTO E OUTRAS CONSIDERAÇÕES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RnlaqWY_qLI/AAAAAAAAAAU/eSmpRJNjkMM/s1600-h/casacas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RnlaqWY_qLI/AAAAAAAAAAU/eSmpRJNjkMM/s320/casacas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078189738448365746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Tirar as estradas dos mapas, viajar pelos sertões vencendo cada milímetro do atlas escolar, apertado entre irmãos numa Rural Willys, ou numa Kombi, isso é recorrente nas minhas lembranças da infância.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Acompanhar meu pai em suas viagens pelas cidades do interior baiano onde ele ia inspecionar  o ensino público do Estado. Tão devotado meu pai, um educador apaixonado pela profissão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;No início , o mundo rodoviário era entre Salvador e Seabra, na Chapada Diamantina , terra do meu pai e meus avôs, e cidades circunvizinhas. Um milhar de quilômetros adiante da Chapada, diziam as placas, havia Brasília.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Brasília.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Era só meter o pé na estrada, atravessar o São Francisco na balsa, comer muita poeira e chegar à Meca de JK, eu imaginava ainda menino. A Serra da Mangabeira, imponente, parecia demarcar o início da mudança de Sertão para Cerrado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Sobre Brasília, tanto a se falar, mas o que prezo muito é a invejável condição que uma capital nascida do nada pode reunir: Exatamente por nascida do nada, nos trazer tudo. Todo o norte, todo o nordeste, todo o centro oeste, sul e sudeste, verdes, recém chegados , a criar animadas rodas de amigos, a conviver dendê com chimarrão, chula com carimbó , samba de roda com samba-canção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Brasília segue submetida à pechas injustas e cruéis para uma cidade. Xingamentos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que deveriam atingir sim a determinadas figuras que habitam seus gabinetes e escritórios de lobbyes, mas que têm suas matrizes, seus nascedouros de lama em seus estados de origem. Melhor ainda &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;seria se atingissem antes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nossas próprias consciências ao votarmos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;em nossas cidades, tendo compaixão com a Capital e com o País,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mandando gente honesta para lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Mas muita gente honesta e amiga deixou suas terras, venceu suas serras da Mangabeira e aportou na capital ,desde sua construção até hoje,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;eleitos pela obrigação profissional , em sua maioria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;São inúmeras as pessoas em Brasília com quem desenvolvi laços de graus variados de amizade. Laços que desatam nós de preconceitos regionais, que nos mostram quão infame é qualquer motivação separatista ou xenófoba neste País.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A bordo da hospitalidade de famílias amigas , como a de Stenio Bruzzi e Dona Regina Vereza Bruzzi, pais do grande amigo Reginaldo, da Rita e da Marta, pude ampliar o alcance do meu atlas, da minha imaginária viagem dentro do mapa, observando diminuir a quilometragem restante para o destino daquela viagem de férias: O Estado do Espírito Santo, para onde seguia a família Bruzzi,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;eu convidado deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Lagoas de Coca-Cola, a fábrica de Bombons Garoto, a Praia da Costa, a Barra do Jucu, a vida marinha à mesa, eis o Espírito Santo. A beleza suave das capixabas, a fala meio mineira à beira mar. Ao norte, a Bahia, ao sul o Estado do Rio, a Oeste Minas, a leste o oceano com marlins azuis, badejos, peroás e onde a imaginação nos levar, o Espírito Santo , esse embaixador do criador, o canal de comunicação com o Pai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Voltaria depois para participar de um show de aniversário da cidade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de Cachoeiro do Itapemirim acompanhando o artista brasiliense Renato Mattos , quando mais um presente o Espírito Santo me deu: Um passeio numa Maria Fumaça por serras enflorestadas, com bandas de música nas estações, com presépios, laranjas, feijões e uma música&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de Gilberto Gil &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;no walk man embalando o café-com-pão-café-com-pão do som ferroviário: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;João Sabino :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Tava comendo banana pro santo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Pra quem? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Pro santo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Pro santo espírito senhor &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Pai do filho do Espírito Santo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Senhor pai do filho do Espírito Santo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Senhor pai de quem? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Filho do Espírito Santo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Filho de uma localidade de lá &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Nessa localidade de lá &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma abertura de si &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma embocadura pra dó &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sustenindo uma passagem pra ré &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Mi bemol &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Já traz o som, o eco &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;A claridade &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ainda um pouco abaixo do horizonte &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Atrás do monte &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;De mi pra fá &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sustenindo, suspendendo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sustentando, ajudando o sol &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Nascer &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Aqui na terra &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Atrás da serra &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Cachoeiro do Itapemirim &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;O sol nascer &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;João Sabino, eu imagino &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Quando era menino, via assim &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Melhor que qualquer fotografia , a música parece nos trazer de volta não só as imagens como os cheiros, o ar entrando pelas janelas do trem, a densa floresta debruçada sobre&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a serra recortada pelos trilhos, precipício acima e abaixo, uma beleza natural que parecia gritar ,abafando o ruído do trilhar do trem.  Isso foi há  mais de 20 anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Dia 16 de junho , sábado passado,  cheguei quase à metade da idade do meu pai. Fiz quarenta e cinco, ele faz 92 em setembro. Segundo ele, cheguei à idade da maturidade, quando melhoramos, depuramos o que de melhor temos sido para conduzir nossas vidas, pois é o que temos daqui por diante. Tomara que esteja certo, pois percebi que o nível 4.5&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;traz de volta o embevecimento de menino e uma certa fragilidade que nos faz crescer diante de quem nos gosta, por aguçarmos nosso olhar, aprimorarmos nosso toque, dosarmos nossas palavras, nos despedirmos daquela tola mas necessária sensação de independência e onipotência que se inicia após a puberdade e nos acompanha durante um bom tempo, mas que tem prazo de validade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Nesse dia eu estava em Vitória , no Espírito Santo, para participar de mais um show acompanhando Jorge Vercilo , no Teatro Glória. E foi sob efeito de 45 anos de vida e diante da platéia, que me vi por ela homenageado, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pelo Vercilo e todos os outros irmãos dessa nômade família que é a banda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Lá no palco ouvindo um parabéns pra você, encabulado, eu notava que um casal me acenava com um instrumento musical que eu não conseguia identificar na hora, mas que me proporcionou muita alegria, quando recebi das mãos de Néia e Júnior  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;uma autêntica Casaca do Mestre Vitalino. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não, o frio não era intenso, nem Mestre Vitalino se trata de um nome destacado em confecções de inverno. Casaca é como se chama uma espécie de reco-reco usado pelas bandas de Congo do Espírito Santo, trabalhado e esculpido com esmero, de sonoridade forte e expressiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Um mimo sonoro que vai me acompanhar em muitos sons por aí, marcando mais uma vez na minha vida a simpatia do povo capixaba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Era mais um presente do Espírito Santo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;És empírico Santo, Espírito. Só experimentando pra saber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-1841227528115316087?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/1841227528115316087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=1841227528115316087' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/1841227528115316087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/1841227528115316087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2007/06/presentes-do-esprito-santo-e-outras.html' title='PRESENTES DO ESPÍRITO SANTO E OUTRAS CONSIDERAÇÕES'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RnlaqWY_qLI/AAAAAAAAAAU/eSmpRJNjkMM/s72-c/casacas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-117086068042867758</id><published>2007-02-07T13:00:00.000-02:00</published><updated>2007-02-07T13:09:19.130-02:00</updated><title type='text'>A Cor do Rei</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/1600/582892/Lua%20gonzaga.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/400/277409/Lua%20gonzaga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/1600/203394/Lua%20gonzaga.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A cor do Rei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Bani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez na internet&lt;br /&gt;Numa peleja de verbos e parco conhecimento&lt;br /&gt;Da dimensão do elemento colocado em discussão&lt;br /&gt;Não foi por vinte merréis pra pagar três e trezentos&lt;br /&gt;A arenga do momento era a cor do rei do Baião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cego mesmo ele não era, de Aderaldo o talento&lt;br /&gt;Um globo ocular ocultando a santa terceira visão&lt;br /&gt;Um olho morto por fora, enxerga tudo por dentro!&lt;br /&gt;Outro bem vivo e atento, vê morena inspiração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soba, retinto ou cafuso&lt;br /&gt;Sarará, bugre ou mulato&lt;br /&gt;Cabo-verde misturado&lt;br /&gt;Caboclo cabra da peste&lt;br /&gt;Alma viva do Nordeste&lt;br /&gt;Ave Luar encantado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se era preto ou mestiço&lt;br /&gt;Se tinha olho postiço&lt;br /&gt;Me diz: que tem tudo isso&lt;br /&gt;A ver com a auréola da Lua?&lt;br /&gt;Gonzaga banhando o roçado&lt;br /&gt;Luiz animando a rua&lt;br /&gt;Xaxado, xote e baião&lt;br /&gt;subindo a poeira do chão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-117086068042867758?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/117086068042867758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=117086068042867758' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/117086068042867758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/117086068042867758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2007/02/cor-do-rei.html' title='A Cor do Rei'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-116921078015695007</id><published>2007-01-19T09:19:00.000-02:00</published><updated>2007-01-19T12:57:38.760-02:00</updated><title type='text'>Bahia: Capoeira, Tambores e Futebol.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/1600/386704/escudo%20bahia%20c%20estrela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/320/724213/escudo%20bahia%20c%20estrela.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Futebol , como praticante, nunca foi meu forte, nem esse esporte teve ou tem  destaque maior dentre as atividades dos  filhos de Dona Ruth e do Professor Sá Teles, desde os tempos de Itapagipe, em Salvador, até nossa vida em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai até tem em suas memórias publicadas, referências ao time de basquete que treinou , formado pelos seus alunos  no agreste da Chapada Diamantina  nos anos 30/40. Minha irmã mais nova, Joseane,  é uma formadora de jovens atletas de GRD - Ginástica Rítmica Desportiva, profissional dedicada e competente, e seus filhos são bons de bola, mas nada podem esperar nesse sentido dos tios, eu incluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha relação com o  esporte sempre foi difusa, como na capoeira onde ingressei, já morando em&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/1600/243441/mestre%20chibata.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/320/410354/mestre%20chibata.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Brasília,  como aluno do saudoso mestre Chibata. Assim me tornei percussionista: Mais entusiasmado com os pandeiros, atabaques e berimbaus,  do que com as "negativas", "Meias-Luas-de-Compasso", "Queixadas" e "Martelos-rodados", preferi rodar em direção à roda de samba, me afastando da  de capoeira, mas ainda levando a certeza de ter sido batizado de alguma forma na arte de promover a cultura que o sangue dos meus ancestrais deixou marcada em mim. E o mestre Chibata, baiano de Mar Grande, era um desses embaixadores da cultura negra. Ensinava a jogar capoeira,   ensinava a tocar, a cantar e a ser um cidadão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/1600/111573/wailers.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/320/783197/wailers.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A força da origem me legou a alcunha de "Baiano".  João, Baiano, torcedor do Bahia tal qual o professor Sá Teles.  O "Baiano" se reduziu e virou Bani, apelido aplicado pelo anglicismo roqueiro e gaiato de um saudoso amigo,  Fábio, guitarrista dos bons,  e assim ficou até hoje. Seria uma referência a Bunny (Wailer) Livingstone, percussionista integrante e mentor dos Wailers , banda primal de Bob Marley e Peter Tosh, dos quais sempre fui devoto, desde aqueles tempos. Ouvir reggae, tocar tambor e torcer pelo Bahia: A pretíssima trindade que embalava minha juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torcer pelo Bahia, morando em Brasília, era uma resistência cultural diante da predominância de torcedores de times do Rio, São Paulo e Minas. As informações sobre o tricolor eram parcas. Eu ficava procurando um posicionamento favorável do aparelho para sintonizar melhor a Rádio Sociedade da Bahia AM ou Ondas Curtas,  e acompanhar os jogos do Esquadrão de Aço baiano. Naquele tempo valia a pena. O Bahia era quase imbatível na Fonte Nova, seu templo, e sempre estava bem colocado nos campeonatos brasileiros, sem passar o vexame que vive nos dias de hoje, rebaixado à terceira divisão. Era um entusiasmo que me levou à ilusão de me acreditar um jogador de futebol: Cheguei a treinar nos mirins do CEUB, em Brasília, como um lateral direito atabalhoado mas corredor, porém sem futuro algum. Pelo menos, a prática dos treinos me  garantia alguma desenvoltura para, nas férias em Salvador, formar canchas imaginárias de "Perivaldos", "Baiacos" e "Douglas", ídolos tricolores da época, com meus primos, nos campos de "Baba" e nas areias batidas da praia de Placaford. As mesmas areias que , de tão batidas, não amorteceram o impacto sobre o meu braço, numa queda que levei jogando,  devido a uma rasteira  de um oponente desleal: Quebrei o braço. Percussionista de braço quebrado é cantor afônico. E fiquei por mais de 50 dias sem poder tocar meus tambores: Desanimei com o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse desânimo com a prática do Futebol chegou ao torcedor, já há alguns anos, enquanto tenho acompanhado a decadência imposta ao Esporte Clube Bahia pelos seus dirigentes. Desde a metade dos anos 90, o Bahia, Bi Campeão Brasileiro, o clube com mais títulos e maior torcida, dentre todos os do Nordeste do país, detentor de vários recordes de público no futebol brasileiro, tem sido submetido a vexames, rebaixamentos à segunda e terceira divisões, sofrido goleadas, e humilhações. Mas sempre manteve a capacidade de formar bons jogadores.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/1600/801028/torcedor%20do%20bahia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5353/1568/320/765596/torcedor%20do%20bahia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu pude resgatar um pouco da alegria de ser Bahia, graças aos jovens da categoria de juniores, com menos de 18 anos, que representam o tricolor na Copa São Paulo de Futebol Junior.  Apesar de tratados pelo clube com uma precária alimentação à base de arroz e pão com ovo, eles vêm fazendo uma campanha espetacular e , num jogo heróico diante da Ponte Preta tiveram a capacidade de lavar a alma dos verdadeiros torcedores do Bahia. Já fizeram muito por nós, acordando de novo a dimensão do que é ser torcedor do Esquadrão. Se não  passarem pelo Atlético do Paraná, tudo bem. Mas a garra dessa turma me mostra que ainda é possível  tirar aquela velha camisa azul vermelha e branca da gaveta e gritar: É CAMPEÃO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviei um texto sobre o assunto, que foi publicado no melhor portal dos Bahia na WEB, o &lt;a href="http://www.ecbahia.com.br/imprensa/plantao.asp?nid=13253"&gt;www.ecbahia.com.br&lt;/a&gt;, o qual reproduzo aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;OS MENINOS DO "PÃO COM OVO".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje , mais uma vez, pude ter de volta a  emoção e alegria de ser baiano e Bahia. Prato na mão, ainda almoçando, vi  honrando a camisa tricolor garotos da idade do meu filho, que ao meu lado,  mastigava seu bife prestando atenção, vendo seu pai ser menino de  novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do goleiro Júnior ao Anselmo Ramón, todos eles me reafirmaram que o  Bahia é vivo, que o Bahia vibra, que o sangue de Marito, Baiaco, Douglas, Bobô,  Charles é linhagem pura que se incorpora quando aquele manto colorido com a  glória do mais tradicional e querido Estado do Brasil se veste sobre esses novos  baianos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A personalidade do Eduardo, a garra e liderança do Williames, a  técnica a serviço da garra que o Ananias apresenta, não dá pra destacar poucos.  Todos se empenharam em cada lance , não vi nenhum momento de displicência. A  finalização os traiu diversas vezes, mas a justiça olhava pra eles com carinho.  Viria a vitória com dificuldade, mas viria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viria após um empate cavado  por um ensaboado Paulo Roberto, levando ao desespero os garotos tratados a  leitinho Mococa da Macaca. Viria na expressão de quase desdém do garoto Júnior  diante do perplexo primeiro cobrador da Ponte, que teve sua cobrança defendida  pelo arqueiro tricolor. E pelas cobranças certeiras dos garotos sérios,  raladores, que merecem já toda a nossa compreensão e respeito. Não vamos errar  dessa vez. Vamos saber como cuidar desses meninos, para que eles nos tragam  alegrias no profissional. Não vamos queimá-los. Eles não são os "Ronaldinhos  baianos". Eles são eles, somente.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nós teremos alegria ao olhá-los de  frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já os algozes do Bahia não. Petrônio, Maracajá e CIA devem se  envergonhar de ver essas crianças sustentando a honra de um Clube que eles insistem em enterrar. E se envergonharão de ver que,  acima daquele glorioso escudo, as duas estrelas amarelas não são MANCHAS DE OVO  do pão com ovo mirrado que os meninos  tem que comer. São as estrelas dos dois campeonatos  brasileiros que tornam esse clube grande. Tão grande quanto esses garotos sabem  honrar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-116921078015695007?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/116921078015695007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=116921078015695007' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/116921078015695007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/116921078015695007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2007/01/bahia-capoeira-tambores-e-futebol.html' title='Bahia: Capoeira, Tambores e Futebol.'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-114780676065276236</id><published>2006-05-16T09:26:00.001-03:00</published><updated>2006-05-17T09:57:09.506-03:00</updated><title type='text'>O Rádio, o Rio e uma grande amiga, irmã até no nome.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/radio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/radio.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/ondas%20de%20r%3F%3Fdio.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/ondas%20de%20r%3F%3Fdio.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio , volta e meia, mostra que está bem vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acessório indispensável em muitas situações, recentemente vivi uma delas quando, passando em frente a um Maracanã onde Flamengo e Atlético Mineiro se enfrentavam, resolvi assistir à segunda metade da partida, e cheguei como pé-quente: em poucos minutos de segundo tempo, o rubro negro carioca ampliou o placar.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/fla%20X%20galo.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/fla%20X%20galo.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ante o encantamento de sempre com que o Maraca nos presenteia, eu acompanhava a partida buscando identificar os jogadores. Fosse o tempo de Zico, Adílio, Andrade, e eu saberia exatamente quem estaria no comando da esférica. Mas como não sei identificar "Leos","Jonathas" e outros que compõem o atual elenco do clube da Gávea, caiu como um raio a saudade de um velho companheiro: O rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio da casa dos meus avós , na Várzea do Caldas, Bahia, se bem me lembro, era em madeira, com telas de tecido na proteção do alto falante, botões grandes frontais e um "dial" que trazia ondas em diversas metragens de banda.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/radio.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/radio.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Trazia Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Bahia X Vitória, discurso de político, noticiário, trazia a vida de São Paulo - a capital do sertanejo migrante, de tantos que saíam daquelas paragens em paus de arara; trazia a vida do Rio - a capital da imaginação, pelo menos a minha, que imaginava de longe a beleza e a alegria da cidade maravilhosa. E em ondas curtas, ladainhas em inglês, japonês, árabe, espanhol, alemão, entre ruídos e entrecortes de interferência - a rádio "fugia" ou "voltava". E sempre havia a "rádia" preferida, como matutos se referiam às emissoras...Tudo chegava pela antena que se colocava em cima da casa, um fio comprido ligado por dois pinos , de ponta a ponta do telhado que olhava o céu do sertão, a cobertura da Chapada Diamantina.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/paiinacio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/paiinacio.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ondas nos traziam restritas e censuradas  notícias de Brasília. A vida nos levou até ela.&lt;br /&gt;Na Capital , meu pai, investido nas suas novas funções no Ministério da Educação, viajava o país inteiro a serviço, e de uma dessas viagens me trouxe um rádio de Manaus. Um Mitsubishi, com capa de couro, que acho hoje ser o meu I-pod de então. Não havia emissoras&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/big%20boy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/big%20boy.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; FM, na capital, naquele início de anos 70. Só rádio AM e Ondas curtas, mas que eram o meu almanaque falado, e cantado: "O Globo no ar", a "Turma da maré mansa" e o melhor programa de todos vinha com um anúncio :"&lt;a href="http://www.vozesbrasileiras.com.br/html/mp3/g/g-big_boy.mp3"&gt;Hello Crazy People, aqui fala Big Boy, apresentando o Baile da Pesada&lt;/a&gt;!!!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discotecário carioca,figuraça e muito louco, pela rádio Mundial, me levava os primeiros acordes da música que toca e tocará sempre a vida de muita gente dos 12 anos em diante: o rock, o soul, a cena pop do momento. Digo isso pois vejo meus filhos repetirem essa trajetória no seu gosto musical, sem prejuizo do ecletismo e da saudável disposição a conhecer outros estilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela Mundial eu ouvi certas músicas somente uma vez, e faltando pedaços, que a "estática" se encarregava de encobrir, inclusive o anúncio do título e do intérprete. Hoje em dia, a estática está aposentada: As rádios FM tocam as músicas e não esclarecem nem quem as está cantando, quanto mais que as compôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o som que vinha do Rio me trazia a Motown, a legendária gravadora de black music norte americana: Diana Ross, Jackson Five, Gladys Knight,The Commodores, Stevie Wonder. Do outro lado do quarto, meu irmão mais velho ouvia as mensagens cifradas da MPB engajada de Chico, Caetano, Gil driblando a censura, cinzeiro em cima do jornal Pasquim...&lt;br /&gt;Eu ligava o meu rádio e através do "egoísta" (como chamavam o fone de ouvido mono) tentava conhecer um pouco daquele Rio distante, através dos anúncios das lojas, lanchonetes ( vivia a imaginar o sabor de um lanche no Gordon, no pioneiro Bob´s) do noticiário, e principalmente do que seria a atmosfera envolvida por aquela música que nem brasileira era, mas que parecia tanto com o Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que outra cidade poderia nos revelar a autenticidade de um Cassiano, um Hildon, um Tim Maia, uma Lady Zu em sua soul music, no rithm'n blues? Podem os guardas alfandegários das fronteiras musicais terem implicado em muito com eles, mas quero dizer aqui: Tinhorão, críticos, naquela época eu nem sabia quem eram vocês. Segundos cadernos de jornais: Eu não os lia. Que bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refleti muito sobre isso nesse fim de semana, tocando meu djembé com vassourinhas, cajon e pratos, num Shopping em del Castilho em acompanhamento a uma querida amiga, cantora admirada e talentosíssima: &lt;a href="http://www.claudiatelles.com.br/"&gt;Claudia Telles&lt;/a&gt;, com o mestre Marcelo Lessa ao violão..&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/Claudinha.1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/Claudinha.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diante de uma platéia onde as estrelas eram as mães , as homenageávamos com um repertório de Jobim, presente no último Cd da Claudia. As belas imagens do Rio nas canções do Maestro Tom fluiam das bocas de gente de todas as idades, cantando junto , acompanhando essa menina que não é "canária", canta como gente mesmo. Essa garota que também empresta a beleza da sua voz e sua técnica apurada a tantos outros artistas, em gravações fazendo "backing", como que fluindo de um côro de todos os louvores. Essa querida amiga que tem Telles no nome, um nome que agrega o seu talento e o de sua mãe, uma página de ouro da nossa música, um Teles que também tem o escriba aqui, que já a elegeu irmã há muito tempo...Vou deixar escapar esse aspecto de termos o mesmo sobrenome? Como se fosse preciso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudinha em seus shows sempre levanta a maior emoção da platéia quando canta seus dois maiores sucessos: "Fim de Tarde" e "Eu preciso te esquecer", duas pérolas de Mauro Motta e Robson Jorge, e que são pura Motown. A platéia, coral carioquíssimo, suingue zona norte, cantava junto enquanto eu, tocando, me lembrava que essas canções me chegaram primeiro pelo rádio, em alguma noite brasiliense de sintonia com a trilha sonora dessa terra de Claudia Telles, Sandra de Sá, Rosa Maria, Fernanda Abreu e tantas outras divas que mostram que a trajetória da música nascida dos negros americanos, no mundo, se espalha em mil linguagens e idiomas, mas só vale se for cantada com o suingue e a calma da alma, etérea como as ondas do rádio. Bela como as ondas do Rio&lt;br /&gt;.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/rio.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/rio.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-114780676065276236?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/114780676065276236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=114780676065276236' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114780676065276236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114780676065276236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2006/05/o-rdio-o-rio-e-uma-grande-amiga-irm-at_16.html' title='O Rádio, o Rio e uma grande amiga, irmã até no nome.'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-114760418610873205</id><published>2006-05-14T06:47:00.001-03:00</published><updated>2011-05-08T09:54:38.895-03:00</updated><title type='text'>As mães e as manhãs</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/nascer_do_sol_pituba.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/nascer_do_sol_pituba.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As manhãs são como as mães, chegam primeiro, nos acordam, nos aquecem, nos põem de pé no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo agora de manhã cedo tentando ouvir de novo , como que do andar de cima do sobrado da Rua Imperatriz, os ruídos esparsos de panelas, de alguém que preparava, sol ainda ralo, um consistente mingau, um café, beiju de tapioca, um cuzcuz de milho. E me fazia descer a escada, pelo corrimão onde eu me imaginava um super herói, toalha-capa amarrada às costas, seguindo o aroma como em desenho animado, em direção a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo nela era suave e amoroso. Seu canto entrecortava o som que os navios ancorados na Baía-de-Todos-os-Santos emitiam, se anunciando a todos os moradores da Península de Itapagipe e arredores, amanhecendo aquele lugar. Acomodada ao lado, minha irmã mais nova , com pouco mais de um ano, um tanto impaciente esperava que o mingau esfriasse, balançando as gordas perninhas, expulsando a chupeta num início de choro, logo contido pelo calor e pela luz daquela mãe maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto regia as panelas, ela me lembrava de escovar os dentes, lavar o rosto, pois , antes do delicioso mingau que preparava, era preciso tirar o "mingau-das-almas", curiosa designação à baba ressecada que cerca os lábios de quem acorda. Quem prestou atenção ao que disseram seus pais, seus avós, de acordo com a idade, vai ter ouvido falar um dia nessa expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o dia começava, os nove filhos em profusão iam tomando seu rumo no dia, sempre passando pelo carinho daquela que sabia a matemática de dividir com perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda pudemos viver com ela muitas manhãs, de Itapagipe a Brasília,e cada morada teve seus coadjuvantes em torno daquela que despertava o respeito com a simplicidade e com a força do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe dos navios da Bahia, vivemos o contraste de tudo aquilo no traço das superquadras do Plano Piloto de Brasília, depois amaciados pela vida quase rural na Vila Planalto e nossos cachorros, nossas galinhas, papagaios...Tudo se acercava dela e do seu carinho. De volta a Salvador, na Pituba ela acolhia o amanhecer dos filhos já com seus netos e bisnetos..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aroma do mingau se esvaíra, as sirenes dos navios se confundiram com o ruído da rua, mas até hoje ainda sinto o aroma da sua alma, do seu carinho, o som afinado do seu canto acalanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos juntos, todos nós. Ruth, o Professor e seus filhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-114760418610873205?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/114760418610873205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=114760418610873205' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114760418610873205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114760418610873205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2006/05/as-mes-e-as-manhs.html' title='As mães e as manhãs'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-114753103986231193</id><published>2006-05-13T11:08:00.000-03:00</published><updated>2006-05-13T11:53:14.070-03:00</updated><title type='text'>O Queixada - ( Uma crônica canina do Grajaú)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/virapretp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/400/virapretp.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O Snak Bar, aos domingos, é uma versão etilizada do burburinho da pracinha Edmundo Rego, onde se encosta, no final da Engenheiro Richard, aqui no Grajaú.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na pracinha: as criancinhas, as vovós, os atletas domingueiros, os jogadores de dominó, os de botão , os poodles, os chihuahuas, os bull-terriers, os shllksjlshwaizers...&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No Snak Bar: o Croata, o Itamar, o Marquinho-Sete Cordas, os coroas, o PC, a Nete, a Neide, a Vovó, o Gripado e o Queixada. Do Croata à Neide, todo listado mundo é gente, mas a Vovó , o Gripado e o Queixada são representantes do segmento canino dos vira-latas. &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A Vovó aparecia de vez em quando. Ficava mais do lado da rua, junto ao ponto final do ônibus, onde os motoristas do 434 a tinham como mascote. Dava gosto de ver o pelo lisinho da Vovó, que sempre rosnava para os irritantes poodles que tentavam fazer festa com ela. O Gripado também nunca mais vi, acho que virou pneumonia. Mas costumava ficar por lá pelo Snak, esperando aquele disquinho de calabresa já frio, que sobrando na mesa, ia parar na sua barriga sarnenta. Um olhar para o bebum, um balançar de rabo, um arfar e um espirro. Espirro canino é engraçado. Elesacode o rosto todo e fishishh! &lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div&gt;   &lt;/div&gt; &lt;form&gt;   &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;    &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Já o Queixada...&lt;br /&gt;O Queixada fazia o circuito Açougue/SnakBar.&lt;br /&gt;No açougue, o Queixada sempre lograva , pela manhã, devorar pedaços de apara de chã, capa de filé, refugos em geral, que fariam a ração necessária de proteina de muita gente por aí.&lt;br /&gt;Sua cara preta e sua "boca-de-chove-dentro", com aquele sorriso político eterno, cativavam as donas de casa que sempre pediam para o açougueiro lhes entregar a parte que foi retirada . durante a limpeza da carne. Esses acepipes tinham destino certo: As mandíbulas proeminentes do Queixada. Depois, quando o açougue fechava, o Queixada ia para o Snak Bar , e lá ficava a "secar" nossos pastéis, empadas, bolinhos de carne, e a coisa até melhorava quando o Croata resolvia fazer um churrasco cotizado por todos, ao ar livre..Vida boa...Pra melhorar, só quando surgia alguma canina no cio, e o Queixada partia para cima, caprichando no repertório de galanteios, patinha por cima do dorso...O baixinho era fogo...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas num desses últimos fins de semana em que estive lá na praça, uma cena me surpreendeu... Coleirinha no pescoço, uma guia e uma dona , lá ia o Queixada, quase cambaleando pela praça, buscando um rumo, avexado que estava com todo aquele aparato que lhe envolvia. Até um boné lhe foi colocado, o que certamente o fez alvo de gozações dos "sem-raça da praça" .&lt;br /&gt;Fora adotado!&lt;br /&gt;Fico imaginando a angústia do baixinho passando ao largo do açougue, do snak, das cadelinhas...&lt;br /&gt;Nada supera a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.Bani&lt;/p&gt;    &lt;/form&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-114753103986231193?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/114753103986231193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=114753103986231193' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114753103986231193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114753103986231193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2006/05/o-queixada-uma-crnica-canina-do-graja.html' title='O Queixada - ( Uma crônica canina do Grajaú)'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-114740634225984714</id><published>2006-05-12T00:29:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T08:55:15.063-03:00</updated><title type='text'>A CULPA É DO ORÉGANO!!!</title><content type='html'>&lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cachorro quente ou frio, misto quente ou idem ,  queijo de coalh&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kafta, churrasquinho de frango , pão de alho.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/oregano.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/oregano.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Onipresente em certos equivocos da   culinária  informal,  ele sempre está: O orégano.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outro dia , num supermercado, fui verificar e conferir os ingredientes de um  decantado "tempero a baiana" ,que numa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;prateleira, prometia a qualquer incauto  os&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; mistérios dos sabores de uma moqueca, um vatapá...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tava lá, no rótulo: Curcuma , alho, cebola, pimenta calabresa, orégano. Orégano!!!!.Não bastasse a curcuma, essa raiz ralada boa para o preparo de frangos na comida do Goiás e de Minas...Mas o orégano em tempero "baiano" é muito jazz, e mal tocado. Improviso sem suingue, feijão com nescau.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fiquei a imaginar Dona Leonor , longeva baiana do acarajé, a vociferar no seu tabuleiro, em frente à Despensa Peri, em Itapagipe, na Salvador nos meus tempos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/acaraj%3F%3F.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/acaraj%3F%3F.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ciniiiiinha!Cininhaaaaaaa! Cadê o orégano, minha filha? Tenho uma ruma de freguês aqui esperano e você nada de trazer esse orégano , Cininha? Que será de meu acarajé sem orégano?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que a Sra já finada dona Leonor esteja com sua pele  preta e  seus cabelos brancos, seu amor por todos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; os erês dos quais eu era um&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;,  descansando no colo de  uma Oxum que nem ela...Sua tradição se perpetua na minha  memória, n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que escrevo aqui, que tento carregar com a leveza daquela baiana  retinta de mais de  cem quilos, mas  zero de orégano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div face="verdana"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pipoca com orégano, panqueca com orégano, cheetos com orégano.O orégano é tão ladino, que até em baseados ele se confunde . Mas não é tão latino que as cabeças confunda. Como, na cena política, nos procuram fazer as vestais de hoje, pilantras de sempre, e seus adversários que ontem, arautos, hoje , nos autos. Traduzindo: oposição e governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas , se falando em orégano, ele prossegue em sua sina, tentando corromper sabores, sem propriedade. Peixes ultra temperados, picanhas condimentadas, saladas, galinhas. O eterno gosto de pizza quer marcar sua identidade. O eterno gosto do que não vai dar em nada..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa é do orégano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div face="trebuchet ms"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;J.Bani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/pt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/pt.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/tucano.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/tucano.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/pizza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/pizza.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-114740634225984714?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/114740634225984714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=114740634225984714' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114740634225984714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114740634225984714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2006/05/culpa-do-organo.html' title='A CULPA É DO ORÉGANO!!!'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-114731560076582688</id><published>2006-05-10T23:36:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T00:00:42.913-03:00</updated><title type='text'>Quando as crianças saírem de férias - publicado originalmente no Jornal do Comercio do Recife - Pe</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/rural.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/320/rural.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;Brasília, final do ano de 1972. A família Barreto de Sá Teles completava um ano de Planalto Central. Um planalto verde oliva, mudo em português, surdo em esperanto, cego de esperanças num tempo em que aprender as coisas, os significados dos símbolos, das letras das músicas, era um jogo mais perigoso para quem ensinava do que para quem tentava entender. Eu, com dez anos de idade, tentava entender porque o pai do meu amigo estava preso, porque era tão emocionante se ouvir aquela música, escondido, que dizia: "Caminhando e cantando..." &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;Seria proibido ir caminhando da 109 Sul até a escola, na 107, cantando? Porque a preocupação da professora quando falei que queria ser presidente da república, ao mesmo tempo em que perguntava como se fazia para se tornar general, e então, presidente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span family="" courier="" new=""  style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;Minha grande família havia deixado Salvador há pouco mais de um ano, fugindo da dor da partida de um dos nossos, meu querido irmão Toinho. Talvez na vastidão do Planalto Central, tão perto do céu, estivéssemos mais próximos dele, onde as grandes almas se espalham, e mais longe da saudade que o nosso sobrado na Rua da Imperatriz, em Salvador, nos impunha desde o sobressalto de sua inesperada partida, aos 17 anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;Brasília nos apresentava odores e sabores diferentes, além de um ar seco e um céu claro e sol ofuscante. A praia do Mont Serrat da minha Salvador de um ano atrás era agora um sonho de férias. A saudade dos amigos de diversas classes sociais com os quais eu convivia empinando arraia, pescando maria-preta, caçando ratazanas nas casas abandonadas da Bahia, disputando rinhas de vira-latas também me doía. Não compreendia a necessidade de tênis, meia, camisa, bermuda com cinto, naquelas crianças na superquadra, se não havia festa nenhuma às 3 da tarde, depois da escola, nem era dia de missa. Cheguei a brigar algumas vezes, por conta dessas diferenças. Mas encontrei nas famílias dos porteiros e das &lt;span family="" courier="" new=""&gt;empregadas, as minhas primeiras amizades na capital. Eram crianças como eu, de descalça origem nordestina, mesmo tendo sapatos. Depois capitulei. Em pouco tempo eu também estava de tênis, meia, etc...E mais amigos.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;Mas já se passara um ano. O meu pai havia comprado uma Rural Willys/Ford, um veículo bem apropriado para uma família de oito filhos. O jipão em duas cores - verde capim e branco - significava uma coisa maravilhosa: Férias! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;Meu pai nunca aprendeu a dirigir automóveis, por isso a condução dos carros lá de casa ficava a cargo dos meus irmãos mais velhos, Zé e Raimundo. Estes, inclusive, incrementaram a Rural com talas largas e um rádio Blaupunkt AM que certamente atenderam à necessidade daqueles dois jovens de inserir no carro do professor a estética dos corcéis, dodges, opalas e fuscas dos seus amigos de juventude. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;Mas agora a Rural rodava potente pela estrada rumo à Bahia. Os sanduíches de queijo do reino, a galinha assada, a gigantesca garrafa térmica com café ainda cheiravam na cabine do carrão abarrotado de uma gente feliz por ser amada. Joseane, Gaia, Rose, Ana Ruth, Josette, Raimundo, Zé, João, Dona Ruth e o Professor Sá Teles.&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span family="" courier="" new=""  style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;No rádio Blaupunkt, entre chiados e estática, Roberto Carlos cantava: "Quando as crianças saírem de férias, talvez a gente possa então se amar...Um pouco mais".&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span family="" courier="" new=""  style="font-size:100%;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style=""&gt;Fico imaginando oito filhos do amor, perguntando, apertados numa Rural: !!! MAIS !?!?&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-114731560076582688?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/114731560076582688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=114731560076582688' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114731560076582688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114731560076582688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2006/05/quando-as-crianas-sarem-de-frias.html' title='Quando as crianças saírem de férias - publicado originalmente no Jornal do Comercio do Recife - Pe'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-114726989426374060</id><published>2006-05-10T09:42:00.000-03:00</published><updated>2008-12-12T05:49:16.019-02:00</updated><title type='text'>Do Senegal via Bahia, à Arábia  Natal. E um velho amigo abrindo portas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.billycobham.com/pg/pg.php?gallery=SALVADOR%20BAHIA&amp;action=show&amp;amp;offset=8"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.billycobham.com/pg/pg.php?gallery=SALVADOR%20BAHIA&amp;action=show&amp;amp;offset=8" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Do Senegal, via Bahia, à Arábia em Natal. Do berimbau à última tecnologia. Do Paiol à Televisão.&lt;br /&gt;E um velho amigo abrindo portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/virginia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/200/virginia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Conheci Virginia Rodrigues há alguns anos, quando seu talento fora lançado ao mundo através do disco "Sol Negro", impressionando a todos os que ouviam e se tocavam com aquela voz sem precedentes na nossa música. Pela espontaneidade daquela baiana, um balaio de alfazema, imaginei como ficariam encantados todos os que viessem a ouví-la, mundo afora, o que, com certeza, aconteceu: Virginia hoje roda o mundo tornando ainda mais belas, coisas lindas da nossa canção.&lt;br /&gt;Em parte desse mundo, Curitiba, no Paraná, me coube acompanhá-la em dois shows no Teatro Paiol no último fim de semana, ao lado do talentoso Bernardo Bosísio, jovem violonista e guitarrista carioca.&lt;br /&gt;Antes , fizemos quatro ensaios, onde percebi que o que eu buscava no final, não era apenas a roteirização mental do que tocar em qual momento, ou com a performance em cada instrumento, mas principalmente a interação que despertasse um sorriso satisfeito naquele grande rosto da querida e exigente conterrânea. Assim, parti para horas e horas de estudo de berimbau, instrumento presente em dois momentos do concerto: nas músicas "Berimbau" de Baden, e "Noite de Temporal", de Dorival Caymmi. Além disso, Virgínia não gosta de tamborins e surdos, e me levou então de volta ao instrumental original do samba da nossa Bahia, em atabaques e pandeiros, e achei muito bom. Às vezes precisamos desconstruir certas concepções de execução na percussão, arraigadas pelas influências do dia a dia, para trazer de volta outras, que na verdade estão na gênese da nossa musicalidade, no berço, na terra. Virgínia desperta tudo isso e em algumas pessoas vai mais fundo. Talvez seja tudo arquitetado por ela, nos mostrando a alma a prevalecer no palco, para que possamos escapulir das armadilhas da desconcentração: A alma está lá, acima das nossas horas de estudo, da nossa laboriosa atividade cerebral...&lt;br /&gt;Eu vi nos dois dias de Teatro Paiol, lágrimas brotarem de almas encantadas com o reencontro, no momento de mais um pedido de perdão pelos sofrimentos causados a todos os ancestrais que trouxeram da África vozes como a de Virginia, para hoje acalentarem os escolhidos, nesse momento tão complicado do mundo, em que todos são escravos de alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/1600/marina%20elali.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5353/1568/200/marina%20elali.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quinta feira, dois dias antes de viajar para o Paraná, atendo ao telefone e uma voz de mulher com forte sotaque paulistano se apresenta: Vivi, produtora da cantora Marina Elali, me convida para participar do programa do Jô , onde a jovem se apresentaria, tendo o maestro Lincoln Olivetti , seus teclados e samplers na direção musical.O mestre Olivetti passou certamente pelos ouvidos de todos os que cruzaram os anos 80, com seus arranjos de metais, sua marca pop em tanta gente da música brasileira. O número a ser apresentado, a música "Vem Dançar", tem sua base práticamente toda feita em samplers, e meu papel seria adicionar congas na parte de salsa da música. Sendo assim, segui ontem cedo para Sampa, onde é gravado o programa do Jô.&lt;br /&gt;E lá estava o bom Lincoln pilotando eletrônicamente o talento, com talento, maestro daquela belíssima cantora do Rio Grande do Norte, filha de árabe com pernambucana, neta de Zé Dantas. Seu avô foi parceiro de Luis Gonzaga em várias músicas como "Xote das Meninas" e "Sabiá". Marina estudou canto em Berklee e certamente lapidou e muito bem seu talento natural. Marina Elali canta muito, é linda, artista talentosa e uma simpatia. Fez uma participação riquíssima no programa, driblou o nervosismo com espontaneidade, encantou a todo mundo com seu canto , sua energia, sua beleza e talento. Tudo isso acompanhada por terabytes de informação musical eletrônica e um par de tumbadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto à Virgínia quanto à Marina, cheguei por indicação de um grande amigo: Marco Lobo, percussionista querido por tanta gente, pela música que faz e pela alma que é. Marquinhos está em turnê com o Billy Cobham, um dos maiores bateristas da história, em shows pela Ásia. Ter seu talento reconhecido pelo mestre Billy Cobham não é para qualquer músico. É para merecedores, como Marco Lobo.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RiYgVD0dP0I/AAAAAAAAAAM/An7Lzh-2Gl4/s1600-h/tb_p_marcoberimbau.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RiYgVD0dP0I/AAAAAAAAAAM/An7Lzh-2Gl4/s320/tb_p_marcoberimbau.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054763177944629058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/JOOBAN%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um velho amigo, sempre  abrindo portas: Seja a porta do paiol ou a porta midi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-114726989426374060?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/114726989426374060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=114726989426374060' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114726989426374060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114726989426374060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2006/05/do-senegal-via-bahia-arbia-natal-e-um.html' title='Do Senegal via Bahia, à Arábia  Natal. E um velho amigo abrindo portas.'/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HvV8RyIqa1Y/RiYgVD0dP0I/AAAAAAAAAAM/An7Lzh-2Gl4/s72-c/tb_p_marcoberimbau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27450418.post-114662649148891320</id><published>2006-05-03T00:16:00.000-03:00</published><updated>2007-08-22T07:26:42.103-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um velho diário se inicia, um mural onde possa colocar o dia a dia, espelhar um pouco do meu pensamento. Esse tambor eletrônico e verbal  vai tocar com suingue? Só o tempo dirá. Sou novato dirigindo nessa pista, mas prometo não bater em nenhum "post"..rssss&lt;br /&gt;João Bani&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27450418-114662649148891320?l=joaobani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaobani.blogspot.com/feeds/114662649148891320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27450418&amp;postID=114662649148891320' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114662649148891320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27450418/posts/default/114662649148891320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaobani.blogspot.com/2006/05/um-velho-dirio-se-inicia-um-mural-onde.html' title=''/><author><name>João Bani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06989518481086656254</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/343/5551343.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
